Forte esquema de segurança denunciou a impopularidade de Bolsonaro, eleito pela fraude

Da redação – O esquema de segurança na posse presidencial de Bolsonaro denuncia sua impopularidade.

Em 2003, ano da primeira posse de Lula, a imprensa burguesa noticiava a participação de 200 mil pessoas. Lula e Dona Marisa desfilaram em carro aberto, na proximidade da população. A assessoria de Bolsonaro alardeou nos sites de direita que colocaria entre 250 e 500 mil pessoas. Mas, ao que parece, o presidente que é fruto de fraude eleitoral sem precedentes não é tão querido assim pelo povo.

A imprensa burguesa falou, depois, em menos de 150 mil pessoas e, obviamente, para quem analisou as imagens, fica claro que havia bem menos de 10 mil espectadores na Esplanada dos Ministérios.

O forte esquema de segurança também mostrou que os militares não perdem oportunidade para preparar e treinar suas tropas para um possível golpe militar. No ensaio da véspera, tanques circularam nas ruas de Brasília, irritando inclusive o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB).

A segurança incluiu ainda um sistema antimísseis, aviões de combate e o fechamento de ruas de Brasília. Um contingente de 3.200 soldados foi alocado para a segurança. Ao contrário das posses de Lula, que foi abraçado algumas vezes por militantes que conseguiam furar o bloqueio policial, na posse do Bolsonaro o público ficou muito mais distante.

O medo que a equipe Bolsonarista tem do público se revela também nas proibições aos populares. Não foi permitido levar bolsas, mochilas, carrinhos de bebê, guarda-chuvas, entre outros. A partir da Rodoviária do Plano Piloto, o público precisou se dirigir à Esplanada dos Ministérios a pé. Nem bicicletas ou skates foram permitidos.

É irônico que um político que promete aos seus eleitores facilitar o porte de armas mostre receio de ver o povo portando uma série de artefatos de uso cotidiano em sua posse. Mas é um medo verdadeiro. Afinal de contas, a marca registrada de Bolsonaro é o discurso fascista, contra mulheres, negros, índios, sindicatos, partidos de esquerda e movimentos sociais em geral.

Quem semeia fogo, colhe tempestade. Daqui para frente, Bolsonaro precisará se acostumar a um esquema de segurança do tamanho de sua covardia, pois o povo não deverá aceitar calado os ataques que seu governo promoverá.