Fortaleza: fascista ameaça manifestantes com arma de fogo em ato contra Bolsonaro
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Fortaleza: fascista ameaça manifestantes com arma de fogo em ato contra Bolsonaro
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As manifestações contra o governo golpista do presidente Jair Bolsonaro no dia 30 de maio aconteceram em quase 200 cidades brasileiras (informações da UNE) incomparavelmente maiores do que as minúsculas manifestações dos bolsonaristas no último dia 26. Em Fortaleza-CE não foi diferente: trabalhadores e estudantes partiram da Praça da Gentilândia e marcharam pela avenida 13 de Maio, da Universidade, Carapinima até a Concha Acústica da Universidade Federal do Ceará. O ato estava se encaminhando bem até aparecer um fascista de moto com sua esposa no cruzamento da Av. 13 de Maio com a Carapinima.

Segundo relato de Fernando Marques, professor que estava na manifestação e presenciou a ameaça do fascista, o motociclista quis passar por entre os manifestantes mesmo com o trânsito impedido no cruzamento em decorrência da marcha contra o governo do Bolsonaro. Não conseguindo, o fascista sacou o revólver e gritou que tinha o direito de ir e vir. Por conta dessa ameaça contra os manifestantes, o motorista conseguiu cruzar a avenida.

É preciso chamar a atenção para as organizações de trabalhadores e da juventude sobre o caráter fascista da ameaça violenta do motociclista. Se esse acontecimento passar batido pelo movimento organizado, qualquer bolsonarista poderá alegar o tal “direito de ir e vir” e ameaçar e atacar as mobilizações.

O discurso sobre o pacifismo e diálogo levantado pela esquerda pequeno-burguesa não condiz com a realidade da ameaça fascista. Quando os bolsonaristas vão às manifestações, parte deles vão armados de facas, revólver, spray de pimenta, aparelho de choque, entre outros. Nesse sentido, eles estão preparados para o ataque. Se a esquerda abaixar a cabeça para essas ameaças, abrirá as portas para a invasão de sindicatos, diretórios acadêmicos, partidos políticos e ataque aos seus membros.

Para o próximo ato da greve geral do dia 14 de junho e para os demais, torna-se fundamental a organização de Comitês de Autodefesa e Contra o Fascismo para reagir à altura contra a violência dos grupos fascistas. Em cada sindicato, escola, diretório estudantil, bairro e sede de partido político deve-se discutir e organizar esses comitês para garantir a segurança das organizações de esquerda e para não deixar o fascismo levantar a cabeça.