Formar comitês contra o golpe nas Universidades para derrotar a extrema-direita

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Com o aprofundamento do golpe, as instituições do regime têm, cada vez, mais demonstrado seu alinhamento com aqueles que consolidaram esse regime. É fato, que todo o aparato institucional foi tomado pelos golpistas e mais tarde pelos militares. Com as eleições fraudulentas, a Justiça Eleitoral tem mostrado seu fiel respaldo à direita golpista e hoje propriamente sua compactuação com a candidatura da extrema-direita de Jair Bolsonaro.

No último período se iniciou a perseguição contra atos da esquerda nas Universidades. Essa é somente a ponta do iceberg, a ala dos fascistas são fortalecidos por ações como essas, uma vez que vêm que estão amparados pela ditadura do judiciário. Um dos casos se deu na UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), onde na quarta-feira (24) seria realizado ato contra o fascismo na universidade. Prontamente o TRE-RS (Tribunal Regional Eleitoral) se posicionou e censurou a atividade que fora denunciado por candidatos da direita.

A Justiça Eleitoral, está diretamente  atendendo aos interesses da direita fascista que pede pela censura de atos da esquerda dentro das universidades e que denunciem as arbitrariedade da direita e do regime golpista. Para além disso, com a intervenção do TRE dentro do espaço universitário com fiscais, fere frontalmente a autonomia da universidade e a liberdade de expressão da comunidade acadêmica.

Um caso que exemplifica muito bem a parcialidade da justiça golpista, está no acontecido na UFF (Universidade Federal Fluminense), onde o curso de direito hasteou bandeira no prédio do instituto contra o fascismo “Direito UFF, Antifascista”. De maneira arbitrária o TRE/RJ foi até a universidade fazer a retirada da bandeira, segundo “mandado verbal” de juíza do estado.  Quer dizer, não há mais qualquer mascaração a direita já possui seus intermediadores e isto está escancarado.

A resposta deve ser clara. Esse é o cenário para o próximo momento: a extrema-direita ataca de forma covarde e prepara uma ofensiva nos mais diversos setores, contra os explorados; é preciso formar comitês de luta. Essa é a única resposta viável contra os fascistas dentro das universidades e contra a ação da justiça golpista, a comunidade acadêmica deve imediatamente organizar e mobilizar comitês dos estudantes, docentes e servidores das universidades em defesa da autonomia universitária e propriamente contra os fascistas.