Ataque aos trabalhadores
Governo fascista e capitalistas começam 2021 demitindo em massa. É necessário organizar a luta dos trabalhadores.
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Assembleia com trabalhadores na Ford, em São Bernardo do Campo, sobre assuntos diversos. Foto: Edu Guimarães/SMABC
Trabalhadores reunidos na porta da Ford em São Bernardo do Campo. | Foto: Edu Guimarães/SMABC

O ano mudou, mas a crise capitalista continua. Como sempre, quem pagará o ônus da incompetência da burguesia e dos golpistas são os trabalhadores.

Ford deixa o Brasil

A Ford, uma das maiores montadoras do mundo, anunciou que deixará de produzir no País. Fábricas importantes, como a de Camaçari, na Bahia, serão fechadas, deixando milhares de trabalhadores desempregados, sejam eles funcionários diretos da montadora, terceirizados e de outras empresas que existiam em torno de contratos com fabricante de automóveis. Protestos foram convocados pelos sindicatos.

Tanto o governo ilegítimo dos fascistas Jair Bolsonaro e Paulo Guedes quanto o governo estadual do frentemamplista Rui Costa (PT) parecem não saber muito o que fazer com a saída da montadora. Ambos estão com o plano de apelar a outros capitalistas. O governo federal pensa em GM, Honda e Fiat, para substituir a Ford. Já o governo da Bahia entrará em contato com a China para buscar alguém para tomar o lugar da montadora americana.

A falta de clareza do governo de Jair Bolsonaro é tamanha que não esperava o fechamento da fábrica de Camaçari após os investimentos recentes da montadora lá. Isto é a prova que a chamada “equipe econômica” do governo não é mais que uma aglomeração de terceirizados de agentes do mercado financeiro.

A fábrica de Camaçari foi motivo de grande polêmica no fim dos anos 90. Planejada para ir ao Rio Grande do Sul em 1997/98, acabou se instalando na Bahia. O motivo da mudança foi em relação aos incentivos que o estado do Rio Grande do Sul deveria dar-lhes. Além de isenção de impostos, a montadora também pediu, ao governo do Rio Grande do Sul, financiamento. O governador eleito à época, Olívio Dutra (PT), recusou-se a oferecer mais dinheiro a montadora. Há pouco mais de uma década, a Ford foi condenada a restituir ao estado a primeira parcela do financiamento que havia recebido pelo governador anterior, Antônio Britto.

Fora do Rio Grande do Sul, a Ford buscava outro lugar para se instalar. Entraram na disputa São Paulo e Bahia. A escolha da segunda se deu, em boa parte, por questões políticas. Antônio Carlos Magalhães, em sua campanha política de 2002, falou que ameaçou Fernando Henrique Cardoso de quebrar a aliança PSDB-PFL caso o então presidente da república fizesse política para levar a montadora a São Paulo. Chantagem era uma das marcas do falecido ACM.

Toninho Malvadeza, como era conhecido ACM pelos seus opositores, também conseguiu, do presidente uma Medida Provisória (MP) que concedeu a Ford bilhões de reais em incentivos para que viesse à Bahia, além de redução de 32% do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Em outras palavras, o capital de risco é o do povo, enquanto os lucros são todos privados.

A Ford ganhou, assim como as demais montadoras, rios de incentivos. Segundo informações do Ministério da Economia, entre 2010 e 2020, estima-se que, apenas de incentivos e recursos federais, as empresas fabricantes de automóveis receberam mais de R$43 bilhões. Nestes dados não estão computados os incentivos estaduais e municipais. Entre 1999 e 2019, somente a Ford recebeu mais de R$20 bilhões.

Privatização do Banco do Brasil

Como Jack, o estripador, o governo federal, segundo a agenda neoliberal de seus patrões capitalistas, vem precarizando o Banco do Brasil (BB) com o intuito de vendê-lo aos capitalistas. O BB anunciou um plano de demissão voluntária (PDV) que espera atingir até 5 mil funcionários em todo país. Além disso, é esperado o fechamento de 361 unidades bancárias, sendo 112 agências, 7 escritórios e 242 postos de atendimento já no primeiro semestre. Também ocorrerá a extinção de diversas funções dentro do banco, que poderão baixar o salário de alguns funcionários em mais de 40%.

Mesmo com a ameaça de redução de salários, é possível especular que o PDV não terá a adesão esperada pelo governo entreguista. A Caixa Econômica Federal, em novembro do ano passado, fez um PDV para demitir mais de 7 mil e 200 funcionários. Todavia, apenas 2 mil e 300 empregados da Caixa aderiram ao programa. Isto se dá pelo altíssimo nível de desemprego no país. Ainda que possam ganhar menos, é melhor ganhar pouco do que ir à crescente fila dos desempregados.

O Banco do Brasil é um dos bancos mais interiorizados do mundo. Esta “readequação” serve apenas para retirar as partes menos lucrativas da empresa e deixar apenas o “filé”, a ser entregue ao capital financeiro internacional.

2021, ano de luta contra as demissões e os golpistas

Para combater o entreguismo do governo ilegítimo e a avareza dos capitalistas é necessário realizar amplas mobilizações das massas. As organizações populares, os sindicatos e os partidos da esquerda precisam construir imediatamente um plano de luta contra as demissões. A classe trabalhadora não pode pagar a conta da crise enquanto os capitalistas, uma classe parasitária continua a ganhar lucros exorbitantes.

Por isso, todos as ruas! Pelo fora Bolsonaro e todos os golpistas! Contra as demissões! Por um governo operário!

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