Ataque contra os trabalhadores
Programa de Demissão Voluntária (PDV) da Ford coloca em risco o emprego de mais de 6 mil trabalhadores na cidade de Camaçari (BA)
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Operários na fábrica da Ford, em Camaçari (BA) | Foto : Sergio Figueiredo/Divulgação

Mais um ataque contra os trabalhadores por parte dos capitalistas se configura: desta vez é na fábrica da Ford, na cidade de Camaçari, no estado da Bahia. A empresa está impondo a demissão forçada, (o que chamam de PDV), através de seus chefes e encarregados com a argumentação falaciosa de da crise econômica por conta da pandemia do coronavírus.

A ford, para deixar milhares de pais de família sem emprego, aumentando ainda mais o exército de desempregados no país, ela que vêm lucrando bilhões todos os anos, às custas do suor e sangue desses operários há vários anos, oferece uma mixaria para para o trabalhador que, diante da situação de desemprego criado pela própria crise desses capitalistas e do governo golpista do fascista Bolsonaro, um valor de  R$93 mil, na tentativa de subornar os trabalhadores. Enquanto isso, os metalúrgicos poderão ficar desempregados por vários anos, ou seja, para os patrões o lucro acima de tudo, para os trabalhadores a fome e a miséria, principalmente nesse período de pandemia.

A Ford é a terceira entre as cinco maiores montadoras do país a propor o Programa de Demissão Voluntária para seus trabalhadores. A justificativa para a medida seria a crise econômica ocasionada pela pandemia do coronavírus. No ano passado, o grupo já fechou uma fábrica em São Bernardo do Campo, que era responsável pela fabricação de seus caminhões, deixando milhares de trabalhadores sem emprego. Agora, ameaça o emprego de 6,5 mil pessoas em Camaçari.

Além da Ford, também foi aberto programa de PDV nas quatro fábricas da Volkswagen no Brasil, onde trabalham cerca de 15 mil pessoas, a General Motors também impôs aos a demissão aos 294 trabalhadores em São Caetano do Sul e 235 em São José dos Campos (SP). Além das duas, a Renault também está impondo o corte de 747 vagas em sua fábrica no Paraná, o mesmo número de demissões que pretendia realizar em julho, Na Renault por exemplo, os metalúrgicos entraram em greve, uma greve radicalizada que foi entregue pela direção do sindicato do Paraná, ligados à Força Sindical, aliás, todas essas demissões meio que foi consentida pelas direções dos trabalhadores.

Seguir o exemplo da direção dos Correios de São Paulo e Rio de Janeiro é colocar o pescoço dos trabalhadores na forca

No caso de Camaçari é preciso impulsionar uma luta dos trabalhadores contra toda e qualquer demissão, não ao suborno dos capitalistas. A direção do sindicato de Camaçari, que pertence à CTB, não deve se esconder atrás de manobras de assembleias online  farsescas, nem mesmo colocar o pescoço dos trabalhadores na força como estão fazendo, ao entregar milhares de trabalhadores aceitando sem qualquer luta que seja, a imposição dos patrões da Ford, disfarçada de “Voluntária”, nenhum trabalhador está disposto disposto a ficar desempregado, sem nenhuma perspectiva futura. como fez a direção dos Correios em São Paulo e Rio de Janeiro, que acabou por entregar a luta dos seus trabalhadores. As assembleias devem ser presenciais, com uma real participação dos trabalhadores.

Se os patrões fizeram a crise, que paguem por ela 

Diante do desemprego no país já atinge números recordes. Quem deve arcar com a crise econômica é a burguesia e não o trabalhador. O governo que está estimulando a demissão em massa, onde cerca de 14 milhões de trabalhadores com carteira assinada estão desempregados e vem a todo o instante injetando quantidades enormes a esses capitalistas, onde já os “socorreu” com mais de R$1.2 trilhões, a manobra de fechar as fábricas e encerramento das atividades poder abocanhar mais uma fatia do governo não deve, de forma nenhuma ser aceita pelos trabalhadores, bem como suas direções.

É preciso a mobilização dos trabalhadores para a realização da greve para impedir que a Ford venha demitir os funcionários, portanto, as discussões devem ser realizadas através das comissões de fábrica e, através de assembeias presenciais, sem essa de assembleias pelo Youtube, Facebook ou coisa que o valha e mais, está na ordem do dia de que a greve deve culminar na ocupação da fábrica.

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