Forças Armadas em Roraima: mais um estado sob controle direto dos militares

Exercito-Brasileiro-Foto-Divulgação

O governo golpista de Michel Temer autorizou na última terça-feira, 28, o emprego das forças armadas no estado de Roraima, principalmente na região de fronteira com a Venezuela. O exército irá atuar e levar suas tropas para as cidades de Pacairama, que faz divisa com a Venezuela e Boa Vista, capital do estado. De acordo com o governo, a medida fundamentada na Garantia de lei e Ordem, GLO, tem como objetivo garantir a segurança da população local, além de desempenhar atividades humanitárias.

A justificativa do governo golpista não passa de uma farsa. O emprego do exército em uma região de fronteira com a Venezuela, país que vive sob uma ameaça de golpe e intervenção militar norte-americana, é uma clara provocação do governo golpista brasileiro com o povo e o governo venezuelano.

É importante lembrar que nos últimos meses tem se agravado a ofensiva golpista na Venezuela. Em maio, o vice-secretário de defesa dos EUA já havia visitado o Brasil e participou de um Fórum de discussão sobre assuntos internacionais em Brasília, no qual o principal tema foi a questão da Venezuela. No final de junho,  foi a vez do vice-presidente norte-americano, Mike Pence, vir para o Brasil e cobrar uma postura mais agressiva do governo golpista contra o governo de Nicolas Maduro.

Já no começo de agosto houve um atentado contra Nicolas Maduro, claramente organizado pelo imperialismo. A medida de Temer está dentro dessa política de intimidação do governo da Venezuela. Os golpistas brasileiros agem como verdadeiros capachos do imperialismo norte-americano na tentativa de impor um golpe no país vizinho.

Outro fator que é importante considerar sobre a intervenção, é o fato de que mais um estado brasileiro tem a presença dos militares em suas cidades. Assim como o Rio de Janeiro e o Rio Grande do Norte, a intervenção chega a Roraima em um contexto de crescente crise política no país, devido as eleições. A presença dos militares nas ruas pode ser uma saída dos golpistas para anular as eleições, uma vez que o principal candidato de oposição ao golpe, Lula, está disparado nas pesquisas eleitorais, uma clara ameaça aos planos dos donos do golpe.