Ofensiva do latifúndio
Governo Bolsonaro quer impor um plano de destruição dos assentamentos da reforma agrária e para isso colocou a Força Nacional para invadir os assentamentos
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Força Nacional já se encontra em Prado para ameaçar os trabalhadores | Imagem: DCO.

Nesta última quarta-feira (02/09), a Força Nacional de Segurança foi enviadas ao Extremo Sul da Bahia pelo governo do presidente fascista e ilegítimo Jair Bolsonaro a pedido do secretário de Assuntos Fundiários, o latifundiário e pistoleiro Antônio Nabhan Garcia,  para reprimir o os trabalhadores sem-terra e o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST).

Foram enviados 100 policiais da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP), que já se encontram nos municípios de Prado e Mucuri, numa clara ação de intimidação e impor um clima de terror entre as famílias assentadas e acampadas da região.

A ação faz parte de uma força tarefa do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), que se encontra agora tomado pelos bolsonaristas e sendo utilizado para acabar com os assentamentos e atacar as famílias de trabalhadores, organizada para iniciar a privatização dos assentamentos da região. Segundo o próprio INCRA, a Força Nacional veio para “garantir” esse processo.

 

Bolsonaro e latifundiários querem privatizar os assentamentos da reforma agrária

 

Está em marcha uma política do governo federal para privatizar e reverter o processo de distribuição das terras griladas pelo latifúndio e conquistadas pelos trabalhadores sem terra. O processo de criação de novos projetos de assentamento foi totalmente paralisado pelo governo Bolsonaro e não há mais assistência técnica ou créditos para o desenvolvimento e apoio para as famílias beneficiadas pela reforma agrária. Inclusive Jair Bolsonaro fez questão de vetar o auxílio emergencial aos agricultores familiares. Trata-se de um processo de estrangulamento dos assentamentos.

Além dos cortes no orçamento e paralisação do processo de  formar novos assentamentos, as áreas de acampamento que estavam em processo de regularização vêm sofrendo despejos violentos, mesmo em meio a pandemia.

Os assentamentos já estabelecidos, que não podem ser despejados, a estratégia do governo é fazer o processo de privatização, chamado de “titulação”. Esse processo, que já era realizado pelo INCRA somente após todos os créditos aplicados e a garantia de que as famílias estavam aptas a se desenvolverem por conta própria na terra, tem como objetivo hoje abandonar os agricultores a própria sorte e desestrutura todo o projeto de reforma agrária no país.

 

Enganar para acabar com os assentamentos da reforma agrária

 

O governo Bolsonaro e seu secretário latifundiário, Antônio Nabhan Garcia, estão enganando as famílias de assentados através de elementos infiltrados dentro dos assentamentos para enganar as famílias sobre o processo de titulação. Isso se dá através de elementos que aparecem com empresas de georreferenciamento para fazer “estudos” para entregar o pedido de titulação das terras.

Na região, desde o ano passado, todo um esquema foi montado na região do Extremo Sul da Bahia para atacar os assentamentos e tentar a privatização, envolvendo políticos locais ligados a Bolsonaro, como Wilson Brito e o vereador Jorginho do Guarani, e o próprio Nabhan, secretário de assuntos fundiários.

Em geral, esses elementos e empresas chegam a cobrar R$2.500,00 por família e estão fazendo fortuna com esse processo. Isso ocorre no Assentamento Rosa do Prado, onde um capanga do vereador Jorginho do Guarani, bolsonarista de carteirinha, está enganando as famílias sobre esse processo e ameaçando quem se coloca contra a privatização, denunciando o esquema fraudulento.

Como as famílias se colocaram contra, expulsando a empresa Rural e Cia que foi colocada lá dentro pelos bolsonaristas para fazer a titulação, o governo agora vai usar da força para tentar impor esse processo de privatização.

 

Aumento da repressão

 

Como os bolsonaristas não estão conseguindo colocar em marcha seus planos de arrancar dinheiro das famílias e de privatizar assentamentos, sendo inclusive sendo expulsos pelas famílias assentadas, os latifundiários estão vendo que a única maneira encontrada para levar a frente esse projeto de destruição dos assentamentos é o aumento da repressão sobre os trabalhadores e suas organizações, através do envio da Força Nacional. O envio das tropas é uma medida desesperada de Bolsonaro que deve ser amplamente denunciada e repudiada. Mostra que o governo Bolsonaro não vai parar com seus ataques e a única saída é lutar contra esses ataques e organizar a luta contra a extrema direita. Os latifundiários, coordenado pelo pistoleiro Antonio Nabhan Garcia, querem impor a privatização dos assentamentos na região.

Nesse momento de ofensiva dos latifundiários na região é preciso mobilizar os militantes, as famílias assentadas e acampadas, indígenas, quilombolas, trabalhadores rurais e da cidade e organizar atos, fechamento de rodovias e ocupações para denunciar a ação criminosa do governo Bolsonaro contra os trabalhadores.

É preciso mobilizar os movimentos de luta pela terra, organizações e partidos de esquerda nas ruas para expulsar a Força Nacional dos assentamentos e da Bahia.

Fora Força Nacional dos assentamentos!

Não a privatição dos assentamentos da reforma agrária!

Fora Bolsonaro e todos os golpistas!

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