Fora PM das aldeias indígenas: pela autodefesa contra os latifundiários

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Após o incêndio criminoso provocado por jagunços, apoiadores de Bolsonaro, contra uma escola e uma unidade de saúde, localizados no interior da comunidade indígena PanKararu, situada no sertão do estado de Pernambuco, a Justiça Federal, da 34º Vara de Pernambuco, determinou o envio imediato de força policial para a região, com o objetivo de garantir a “segurança” da comunidade indígena frente aos ataques sofridos.

Primeiramente, é preciso afirmar que o incêndio foi uma ação política da direita, ou seja, dos latifundiários da região, junto aos seus jagunços, como forma de tentar intimidar e reprimir o povo indígena. A ação violenta destes setores está inserida no avanço da violência dos grupos de extrema-direita contra determinados segmentos sociais, como as mulheres, os negros, os homossexuais e os índios.

Em segundo lugar é necessário deixar claro que o envio da força policial para a região não é garantia nenhuma de segurança para os índios da comunidade Pankararu. A policia está do lado dos latifundiários, é um instrumento de repressão, junto com os jagunços, do povo pobre, camponês, sem-terra e indígena. Com o aprofundamento do golpe de estado e da violência da direita contra o povo, o envio de uma força tarefa para a comunidade tende a aumentar a repressão contra os índios, e não diminuir.

A única forma de se garantir a integridade física da comunidade indígena frente aos ataques é por meio da organização dos comitês de auto-defesa. Diante da escalada da violência contra a tribo, os índios tem o direito de se defenderem dos ataques da maneira que for necessária. É preciso que a comunidade de Pankararu, os próprios índios organizem os comitês de auto-defesa para poderem resistir a violência da direita.