Seguir o exemplo do Equador
Os dois presidentes golpistas aplicam a mesma política; assim como os equatorianos tentam colocar abaixo seu governo, no Brasil é preciso sair às ruas e derrubar Bolsonaro na marra
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Povo pede Fora Bolsonaro (esquerda) e Fora Lenín Moreno (centro). Foto: Claudio Reyes/AFP |

O povo equatoriano se levantou contra seu presidente ilegítimo. Lenín Moreno foi eleito somente graças ao apoio que recebeu do ex-presidente Rafael Correa, seu partido e sua base social de trabalhadores, juventude, indígenas e camponeses. Foi eleito para ser a continuidade do nacionalismo burguês progressista, mas simplesmente traiu completamente seus compromissos e vem implementando uma política abertamente neoliberal e reacionária.

Lenín Moreno, possivelmente, desde a campanha presidencial de 2017, já estava comprado pelo imperialismo para se eleger e dar um giro na política esquerdista que era executada por Correa. Implementou profundos cortes nos programas sociais que haviam melhorado a vida de milhões de cidadãos, iniciou a privatização de importantes setores econômicos, fez um enxugamento da máquina estatal para entregá-la à direita e aos grandes capitalistas, eliminou os subsídios a serviços básicos para a população – como os combustíveis -, rasgou direitos trabalhistas e diminuiu o espaço democrático e popular que havia sido aberto durante o governo de Correa.

Na política internacional, ajoelhou-se diante do governo dos Estados Unidos, servindo como mais um capacho dos norte-americanos na América Latina, reunindo-se servilmente com os funcionários de Washington e abandonando as alianças com os governos nacionalistas que haviam sido estabelecidas nos mandatos anteriores. Como exemplo, passou a ser um inimigo declarado do governo venezuelano, contribuindo diretamente com todos os boicotes dos fantoches do imperialismo a Nicolás Maduro.

Além disso, a repressão no governo Moreno é digna de um regime de extrema-direita. Inúmeros opositores têm sido perseguidos e presos, com destaque para o próprio Correa – que não pode voltar para o Equador, se não será preso – e seu ex-vice-presidente, Jorge Glas, que se encontra preso desde o ano passado, sofrendo um tratamento desumano e quase tendo morrido na cadeia.

O governo de Lenín Moreno, tendo em vista todo esse histórico, lembra inclusive o próprio governo de características fascistas que é o de Jair Bolsonaro no Brasil. Trata-se do mesmo programa neoliberal, entreguista e repressor amplamente repudiado pela população de ambos os países.

Há nove dias o povo equatoriano convulsiona todo o seu país, demonstrando o tamanho da ira popular contra o programa executado por Moreno e imposto pelo Fundo Monetário Internacional. Quito foi ocupada pelos milhares de manifestantes, dentre eles indígenas, operários, camponeses, estudantes e mulheres. O governo foi obrigado a fugir e mudar sua sede para Guayaquil. Mas lá também as ruas ficaram repletas de gente exigindo a queda do governo e eleições antecipadas. Por todo o país o povo não aceita a brutal repressão da polícia e do exército – já são quase 20 mortos e 500 feridos, além de mais de mil pessoas detidas. Os manifestantes respondem às forças repressivas com o que têm em mãos: paus, pedras, lanças, coquetéis molotov. Tanques do exército também já foram incendiados.

Essa tem sido, até o momento, a resposta mais contundente ao golpismo latino-americano. Os equatorianos estão mostrando qual é o único caminho a ser seguido pelos oprimidos por um regime cada vez mais ditatorial, como são os regimes golpistas da América Latina. Estão colocando o governo contra a lone, a ponto de nocauteá-lo. 

Esse é um exemplo para os trabalhadores brasileiros, que desde o começo do ano pedem de maneira mais e mais enfática o Fora Bolsonaro. Com o povo na rua, em massa, radicalizado e utilizando todos os meios práticos e eficientes de protesto, é possível derrubar Bolsonaro e derrotar o golpe. O povo brasileiro está a ponto de se indignar do mesmo nível que o equatoriano. É preciso, portanto, organizar essa insatisfação nas ruas, por todo o País, fazendo uso dos mesmos métodos dos equatorianos. É preciso incendiar o País com a cólera popular para colocar abaixo o governo ditatorial de Bolsonaro.

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