Fora MBL das universidades: Bolsonaristas criam ato para provocar movimento estudantil

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Depois da eleição fraudulenta no último domingo (28), a extrema-direita que já durante o processo fazia cada vez mais avanços no cenário político, agora com a consolidação da fraude sente-se a vontade para ocupar espaços populares, locais esses que são representativos de luta dos trabalhadores e juventude do país. Na presente semana, setores da extrema-direita entraram em universidades na tentativa de promover atos a favor do presidente ilegítimo e contra a esquerda de conjunto.

Na quarta-feira, fora anunciado que o movimento fascista MBL (Movimento Brasil Livre) realizará ato na Universidade Federal da Bahia, o qual denominaram de “enterro do PT”. Prontamente a resposta do movimento estudantil e de toda a comunidade acadêmica da UFBA deve ser direta; não permitir de maneira alguma que a direita fascista faça atos como esse na universidade, que é um local de luta dos estudantes, um campo progressista e que não há espaço para a extrema-direita na mesma, uma vez que é a principal inimiga das universidades públicas do país.

Em publicação com relação ao ato, o presidente da organização fascista na Bahia, Carlos Siqueira, disparou ameaças àqueles que tentassem impedir a realização do ato, afirmando que haveria a presença de policiais federais à paisana. Essa é a principal característica da direita fascista; se apoia no aparato repressor do estado para promover atos pérfidos para serem assegurados pelos cães de guarda do estado burguês e consequentemente atacar a universidade de maneira indiscriminada.

Assim como na Universidade de Brasília (UnB), onde os estudantes colocaram os fascistas para fora da universidade, esta deve ser a mesma resposta dada pelo movimento estudantil da UFBA. Não permitir que a extrema-direita faça ato e expulsa-los se o mesmo se concretizar. Nesse momento, é preciso se organizar diante dos comitês de luta, que é a ferramenta mais efetiva de mobilização contra os fascistas serem combatidos. Para isso, os estudantes devem constituir comitês imediatamente em todas as universidades e não permitir que os fascistas façam mais avanços.