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As medidas que Macron está tentando para apaziguar os franceses não estão surtindo efeito. O povo que gritava “Fora Macron” agora grita “Não basta!”. Essa medidas nada mais são do que ilusionismo barato. Enquanto bota-se dinheiro no bolso esquerdo dos trabalhadores tira-se do bolso direito.

A esquerda francesa está denunciando: o singelo aumento do salário mínimo não vai ter impactos para os patrões; vai sair diretamente dos cofres públicos, e portanto vai ser extraído dos trabalhadores sob forma de impostos e taxações mais tarde. O aumento da Contribuição Social Generalizada, contribuição obrigatória para os franceses que em tese iria para a segurança social e pro seguro desemprego, ainda vai atingir a todos com exceção dos aposentados, já altamente sufocados pelo baixíssimo retorno da previdência. A CSG tem reajustes para cima desde sua criação.  Uma das questões mais reivindicadas pelos manifestantes é pela volta do IFS (Imposto Solidário da Fortunas), extinto esse ano pelo atual presidente, mas o governo não demonstrar ceder neste aspecto.

As migalhas que o governo francês está dando para o povo, em nada afeta as fartas exonerações fiscais dos patrões franceses, e nem desconta dos subsídios que o governo lhes dá. Enquanto aos enormes juros pagos aos bancos também nada está sendo feito, afinal Macron foi o candidato escolhido a dedo pelos banqueiros. As medidas na verdade vão ser realizadas em detrimento dos trabalhadores, precarizando os serviços públicos auxílios e programas sociais.

O regime político francês está manobrando o povo insatisfeito, tirando do bolso dos trabalhadores as supostas melhorias que estariam a altura de suas reivindicações. Mas o povo não é tolo, e por isso avança cada vez mais, botando a burguesia francesa contra a parede. Se Macron e sua entourage continuar com leviandades estarão com os dias contados. Os operários franceses e os estudantes estão, cada vez mais, somando-se às manifestações. Se esses setores se organizarem, e lutarem em torno de um programa único, a vitória ficará cada vez mais evidente.

 

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