Fora fascista! Bolsonaro tira R$ 7 bilhões de trabalhadores e aposentados este ano

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Da Redação – Com a decisão de Bolsonaro de negar 8 reais, já previstos no Orçamento da União, para correção do valor do salário mínimo, 67 milhões de pessoas, que dependem do salário mínimo para viver, receberão R$ 104 a menos ao longo de 2019. Dessas pessoas, 44 milhões estão em atividade e 23 milhões são aposentados.

O salário mínimo, já previsto no Orçamento para entrar em vigor este ano, deveria subir de R$ 954,00 para R$ 1.006,00. Mal o fascista toma posse, no 1º dia do ano, e, em seu primeiro ato rebaixa todas as expectativas para um reajuste equivalente a 4,6%.

O novo valor, R$ 998,00, o menor reajuste em 24 anos, é cerca de 25% do mínimo “ideal”, de quando foi criado (em 1º de maio de 1938), que permitiria ao trabalhador viver com o mínimo de dignidade, se alimentar, estudar e ter lazer com sua família.

Segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos) o valor atualizado, para o sustento de uma família de quatro pessoas, seria de R$ 3.959,98.

O valor do novo salário mínimo deveria ter sido publicado ainda no ano passado, na gestão do golpista Temer, que, de maneira inédita, transferiu a decisão para o sucessor no Golpe.

Em sete de cada dez cidades brasileiras, a soma das aposentadorias e pensões pagas pelo INSS a idosos supera o valor do Fundo de participação dos Municípios, repassado pelo Governo Federal. Os idosos que vivem em tais municípios sofrerão mais ainda. Para quem ganha muito pouco, pode significar a compra ou não de um remédio, por exemplo.

Desta maneira, o comércio e serviços de sete em cada dez municípios brasileiros serão afetados.

Os R$ 8 a menos, multiplicados por 12 meses, é igual a R$ 104,00 que, multiplicados novamente por 67 milhões de beneficiários, totaliza R$ 6.968.000.000. Ou seja, perto de 7 bilhões de reais deixarão de circular na economia dos pequenos municípios em 2019.

A mesma mão fascista que tirou dinheiro dos assalariados mais pobres, pretende conceder um perdão de R$ 17 bilhões a ruralistas por dívidas com a União.

De acordo com o secretário de Assuntos Fundiários no Ministério da Agricultura, o presidente da União Democrática Ruralista (UDR), latifundiário Luiz Antônio Nabhan Garcia, Bolsonaro garantiu que vai aprovar a Lei 9.525/2017 para conceder perdão das dívidas acumuladas pelos “coitadinhos” dos produtores rurais e agroindústrias com o Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural), com valor estimado de R$ 17 bilhões.

“Isso daí” é mais do que todo o valor que a Operação Lava Jato alega que recuperou para o Brasil, R$ 14 bilhões, dos supostos escândalos de corrupção envolvendo a Petrobras, em quatro anos de destruição do País, quando provocou uma quebradeira geral de empreiteiras, estaleiros, fornecedores e seus empreendimentos e negócios aqui dentro e no exterior, destruindo a economia nacional em benefício do imperialismo, causando um nível de desemprego catastrófico, alicerçando um Golpe de Estado, para entregar o petróleo do Brasil e outros ativos públicos para o imperialismo e desmontar a indústria nacional, o mínimo de desenvolvimento e alianças e parcerias estratégicas globais implementada nos últimos anos.

Pois esse valor recuperado causou prejuízo muito maior e ainda não cobre um terço do que o Brasil gasta com seu Judiciário em um único ano.

O Brasil tem hoje cerca de 18 mil magistrados (juízes, desembargadores, ministros). Eles custam, cada um, em média, R$ 47,7 mil por mês – incluindo salários, benefícios e auxílios. Em 2018, a Justiça Brasileira gastou R$ 41 bilhões, sendo R$ 2 bilhões acima do teto previsto para o ano. Os ministros do STF ganham 16 vezes acima da renda média de um trabalhador do País. Na Europa, um magistrado da Suprema Corte ganha o correspondente a R$ 24 mil mensais e a distância é menor em relação ao salário médio do trabalhador de lá: apenas 4,5 vezes.

Em 2019 a conta vai aumentar. Todo o Judiciário (ministros de tribunais, desembargadores, procuradores, juízes e promotores de Justiça) foi brindado, pelo golpista que saiu, com 16,38% de aumento e ainda mantiveram a mordomia de um escandaloso auxílio-moradia mensal de R$ 4.337,73, mesmo sob regras mais restritivas, para cerca de 180 dos 18 mil juízes.

O dia em que o trabalhador brasileiro, que é a maioria da população, se der conta da opressão que lhe é imposta pela direita golpista, tiver consciência de sua força, se levantar, cruzando os braços, protestando contra todo o esbulho que sofre e reivindicando condições mais dignas de vida, tudo será diferente. Para esse começo, é preciso se organizar imediatamente nos sindicatos, os movimentos populares e a esquerda, no sentido de criar um grande movimento pela derrubada de Bolsonaro e a expulsão de todos os golpistas.