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Paralisação nacional

Fora Duque! Abaixo a ditadura fantoche colombiana!

Manifestações escancaram a ditadura que vive a população colombiana com o governo fantoche dos EUA

Tempo de Leitura: 3 Minutos

Colombianos estão na rua por Fora Duque – Foto: Oxi.Ap

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As manifestações que começaram dia 28 de abril na Colômbia têm exposto para o mundo, de forma definitiva, como o país é uma completa ditadura contra a população colombiana.

Os números da repressão que foram possíveis de se averiguar são enormes. Segundo a ONG Temblores, as manifestações contavam com 40 mortes confirmadas pelas mãos da polícia, 362 casos de violência policial, 1055 detenções arbitrárias, 442 intervenções violentas da polícia contra as manifestações, 30 vítimas de agressões nos olhos, 133 casos de disparos de arma de fogo por parte da polícia, 16 vítimas de estupros realizados pela polícia e 3 vítimas de violência baseada em gênero.

O relatório da ONG é do dia 13 de maio e, após sua divulgação, mais uma morte pelas mãos da polícia foi feita durante os protestos. Além disso, um outro relatório publicado no dia 8 de maio pela ONG Temblores em parceria com o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento e pela Paz – Indepaz, apontava que até o momento haviam sido identificadas 47 mortes, das quais 39 tinham sido feitas pela polícia durante as manifestações e as demais fora dos distúrbios. Além disso, o parecer apontava para 548 desaparecidos durante as manifestações.

Na quarta-feira, dia 12, uma menina de 17 anos que filmava as manifestações foi presa polícia e levada até uma delegacia, onde foi estuprada pelos policiais. Após sua soltura, a menina foi encontrada morta em sua casa. Segundo grupos de mulheres que organizaram manifestações contra os casos de estupro, há duas hipóteses mais plausíveis para a morte, a primeira é a de que a própria menina tenha se suicidado após o trauma dos abusos, a segunda é a de que a polícia tenha a matado por ela ter denunciado os abusos nas redes sociais.

A repressão nas manifestações, no entanto, por mais cruéis que sejam, apenas dão continuidade à política estatal do país. A Colômbia é há muito tempo uma espécie de protetorado norte-americano na América Latina, com governos fantoches que se alternam em eleições fajutas para dar uma falsa sensação de democracia.

A repressão é tamanha que a esquerda no país teve de se organizar em grupos guerrilheiros durante décadas para poder lutar contra o sistema imposto pelo imperialismo no país. No entanto, em 2016, um acordo de paz feito entre o estado da Colômbia e a principal das guerrilhas do país, as FARC, fez com que os guerrilheiros deixassem suas armas para tentar participar da vida política do país como um partido político. No entanto, o que se viu foi uma jogada armada pelo imperialismo para desmontar o maior exército rebelde da América Latina, que na época contava com 16 mil combatentes.

Após o acordo, o estado organizou um massacre contra a população, se utilizando de milícias paramilitares e das próprias forças de repressão para acabar perseguir líderes sociais, ex-combatentes e realizar massacres em vilas e pequenos povoados.

Segundo uma matéria da Deutsch Welle do dia 19 de abril, pelo menos 904 líderes sociais e 276 ex-guerrilheiros assinantes dos acordos de paz haviam sido assassinados até então, em números desatualizados hoje. 

Já o Indepaz aponta que somente em 2020 houve 91 massacres e chacinas, totalizando 381 vítimas, enquanto em 2021 foram 35 massacres com 132 vítimas.

O instituto também aponta para pelo menos 62 líderes sociais e defensores dos direitos humanos assassinados ou desaparecidos em 2021, enquanto o número de ex-guerrilheiros no ano é de 22. 

A violência, no entanto, está sendo mais um dos motivos para que a população não saia das ruas e continue sua mobilização contra o governo de Iván Duque. Se antes a paralisação nacional era somente contra a reforma tributária que o governo tentava impor à população, agora as reivindicações vão além e pedem a derrubada do governo, além de mudanças na estrutura da sociedade, com pedidos palavras de ordem para que a polícia seja extinta no país.

As lideranças políticas, no entanto, estão atrasadas em relação às demandas da população e, pelo menos o que aparece até agora são pedidos de desmilitarização da polícia e o fim de grupos paramilitares e do Esquadrão Móvel Antidistúrbios (ESMAD). 

O problema do que pede as lideranças é que desmilitarizar a polícia não resolve os problemas de repressão, como é possível ver no caso da chacina do Jacarezinho no Brasil, em que quem levou adiante as execuções contra a população foi um órgão da Polícia Civil e não a militar. Para além disso, os grupos paramilitares não são oficiais do governo, o que faz com que dá ao estado a desculpa de não controlá-los, apesar de todos saberem que é isso o que acontece. Por fim, não é somente o ESMAD que leva adiante a repressão contra a população, mas sim toda a polícia colombiana, embora o ESMAD seja o mais violento. 

Apesar disso, a CUT da Colômbia tem organizado vários dias de greve nacional no país.

Uma reivindicação mais acabada seria a do fim da polícia e dos órgãos de repressão colombianos, com a substituição por milícias populares controladas pela própria população, a exemplo dos chamados “coletivos” na Venezuela.

Além disso, é preciso exigir o fim do governo de Iván Duque e a saída do imperialismo do país.

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