Fora Bolsonaro, fantoche do imperialismo: abaixo a agressão ao Irã

cargueiro iraniano

A gigantesca e monumental crise do capitalismo, atualmente expressa no iminente colapso de todo o sistema ao redor do mundo, recoloca no cenário político mundial a ofensiva do imperialismo (etapa senil e terminal do modo de produção baseado na propriedade privada dos meios de produção), que se traduz neste momento nas ameaças de intervenção militar; no apoio a golpes de Estado e a regimes fascistas; nas sanções econômicas impostas aos países ditos “inimigos”; e no envolvimento direto em guerras em várias pontos do planeta.

O imperialismo norte-americano, auxiliado por regimes e governos abertamente pró-imperialistas, particularmente na América Latina, na Ásia e no Oriente Médio, avança em sua ofensiva política para tentar sufocar a soberania e a auto-determinação dos povos que lutam pela conquista da emancipação e por se livrar do jugo imposto pelas potências econômicas e militares.

No continente latino-americano, onde nos últimos anos o imperialismo participou diretamente de iniciativas golpistas para substituir regimes políticos de centro-esquerda por regimes indisfarçavelmente fascistas e de extrema-direita, governos com estas características estão colaborando abertamente com os EUA na ofensiva reacionária e na escalada militar de agressões, ameaças e provocações contra países chancelados como “inimigos” do imperialismo.

No Brasil, o capachismo do ilegítimo e impostor governo Bolsonaro vem sendo a marca registrada da política externa oficial do golpismo, onde a subserviência aos ditames de Trump e da Casa Branca é realizada sem meias palavras e sem qualquer mínimo disfarce. Bolsonaro, a exemplo de outros servis mandatários do continente, vem adotando uma postura tipicamente de governante fantoche, serviçal do imperialismo. O bolsonarismo – em se tratando de política externa – nada mais é do que um ‘puxadinho” de Washington e do Pentágono, totalmente disponível para atuar como força auxiliar do imperialismo contra os povos e as nações oprimidas que lutam para se livrar da política de esmagamento imposta pelos EUA.

A subserviência aos ditames do Tio Sam é tão vergonhosa que até mesmo continência Bolsonaro já bateu para a bandeira norte-americana. Mas não é somente simbolismo gestual o crime do governo golpista brasileiro. Jair Bolsonaro visitou os EUA para entregar a base militar de Alcântara aos ianques, de onde os militares da potência militar do Norte poderão dirigir suas ações contra, Cuba, Bolívia, Venezuela, Nicarágua e outros países do continente.

Em sua última demonstração de capachismo e subserviência aos EUA, Bolsonaro vem agindo para aumentar as pressões e provocações contra a República do Irã, que se encontra neste momento sob o fogo cruzado das ameaças de intervenção militar; embargo e duras sanções econômicas. A mando diretamente dos Estados Unidos, o governo brasileiro vem mantendo, no Porto de Paranaguá, há quase dois meses, um cargueiro de bandeira iraniana, que está impedido de seguir viagem pela decisão da Petrobrás (de Bolsonaro, obviamente) em não abastecer o navio, numa clara demonstração de sabujice a Trump e a seu Conselheiro de Segurança Nacional, o fascista John Bolton.

O bloqueio e as criminosas sanções aplicadas ao Irã, assim como à Cuba e à Venezuela, é parte da ofensiva de conjunto do imperialismo em todo o mundo, numa tentativa de resposta à crise descomunal do capitalismo, que se vê impotente para controlar a situação através de métodos democráticos, diante do acirramento da luta de classes a nível mundial e do potencial levante revolucionário do proletariado internacional contra a burguesia imperialista.