Fora Bolsonaro. Combater a Escola com Fascismo nas universidades

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Contribuição de Educadores em Luta (PCO) para o 38° Congresso do ANDES-SN.

A política de consolidação do golpe e de aprofundamento dos ataques contra os trabalhadores teve no processo sucessório de 2018 um capitulo fundamental. Através de uma manipulação sem precedentes, através de uma série de recursos, entre os quais a fraude pura e simples, o cancelamento de títulos eleitorais, a insidiosa intervenção da imprensa golpista, entre muitos outros expedientes, a direita impôs uma grande farsa para dar aparência de legitimidade e legalidade ao regime golpista.

O ponto crucial dessa operação golpista para fraudar a vontade popular foi o impedimento, através de uma farsa judicial, da candidatura do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, que liderava todas as sondagens eleitorais com ampla margem. Podemos afirmar que a condenação de Lula através da operação Lava Jato pelo juiz Sergio Moro, agora indicado ministro do governo Bolsonaro, tinha como finalidade estratégica impedir a vitória do PT nas eleições de 2018.

O governo Bolsonaro não foi escolhido pelo povo, mas foi imposto pelos golpistas, isso é uma apreensão objetiva dos resultados das eleições. Neste sentido, é uma profunda capitulação da esquerda reconhecer a vitória de Bolsonaro.

Observe que na avaliação política do resultado eleitoral, a diretoria do Andes indica que através do “ voto direto” um projeto de ataques contra os direitos dos trabalhadores foi escolhido pelo “ povo”. Isso significa que a diretoria do Andes é avalista política da fraude.

De um ponto de vista da mobilização, a política de passividade, predominante na esquerda e nas direções sindicais ( Andes e Proifes) diante desses ataques, em geral somente notas ou declarações, tem representado um estimulo para o aumento dos ataques da extrema direita.

È preciso colocar a luta pelo Fora Bolsonaro de uma maneira aberta para se contrapor a ofensiva da direita. Além disso, é preciso impulsionar os comitês de luta e auto-defesa , como instrumentos para a defesa das universidades públicas e da comunidade universitária. Urgente uma ampla campanha contra a direita, através da proliferação de comitês de luta contra o golpe e contra os fascistas, levantando a bandeira de Liberdade para Lula.

Notem que a verdadeira medida de luta, ou seja a construção de comitês pela base, a diretoria do Andes não estimula, pois efetivamente não existe ação de luta por parte de uma diretoria vinculada a CSP/conlutas , que se omitiu da luta contra o golpe.

É necessário a construção de uma frente de luta que coloque em movimento uma mobilização contra os fascistas da “ escola sem partido”, pelo Fora Bolsonaro e todos os golpistas; pela Liberdade para Lula e como método de luta a formação e fortalecimento dos comitês de Luta.