Comemoração para lá de magra
A crise econômica é um produto do golpe e da política do governo golpista contra as condições de vida do trabalhador
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natal
Aglomeração e procura pelo menor preço e promoção | Foto: Reprodução

No  Brasil, as festas de fim de ano já fazem parte da tradição cultural, apesar de ironicamente ser, tanto Natal quanto o Réveillon, festas que se comemora com fartura de bebida e comida, exatamente para, simbolicamente, fechar um ano e abrir o outro festejando pelas “colheitas” que proporcionaram a abundância recebida, e para que as que virão sejam ainda melhor.

Ironicamente, porque o resultado do ano que se fecha não podia ser pior, e a perspectiva, embora nos encha de esperança as vacinas, mas, até mesmo delas, ninguém sabe o que esperar. 

E, enquanto o problema da pandemia não se equaciona, o que temos é o trágico resultado de 200 mil mortos se avizinhando, e uma política genocida que não tem hora para acabar.

Para completar o cenário, com a carestia envolvendo a cesta básica, e a difícil e quase impossível tarefa de economizar, o trabalhador é empurrado para as corridas de última hora, nas lojas e mercados, se arriscando em aglomerações, em busca da promoção e do melhor preço, ainda mais com a necessidade de venda que o comércio tem, diante da paralisação da economia com a pandemia.

Jesus, o entrevistado pelo Estado de S. Paulo do dia 19 passado, um vendedor que tem esposa e um casal de filhos, e que conseguiu manter-se no emprego, contou, muito cauteloso, que: “Este ano, vou concentrar os gastos na comida, nas lembranças para a mulher e filhos, e desembolsar menos.” 

A cesta básica pelo DIEESE está estimada no Rio de Janeiro R$629,63, e R$629,18 em São Paulo. Entre as principais variações estão: em novembro, o preço médio da carne bovina de primeira registrou alta em todas as capitais: variou de 1,64%, em João Pessoa, a 18,41%, em Brasília. A baixa disponibilidade de animais para abate no campo, devido ao período de entressafra, e as exportações aquecidas ocasionaram redução da oferta e elevaram os preços do produto. 

Os números de novembro em São Paulo, então, ficaram assim: valor da cesta: R$ 629,18.  Variação mensal: 5,59%.  Variação no ano: 24,22%.  Produtos com alta de preço médio em relação a outubro: batata (51,17%), óleo de soja (9,08%), carne bovina de primeira (5,75%), arroz agulhinha (5,02%), banana (4,22%), tomate (4,04%), feijão carioquinha (3,10%), açúcar refinado (2,50%), pão francês (1,64%), café em pó (1,46%) e farinha de trigo (0,15%).

Um estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostra que o Natal de 2020 terá a maior inflação dos últimos cinco anos. Os preços de um grupo de 214 produtos e serviços mais consumidos neste período do ano subiram em 12 meses até novembro 9,4%. É mais que o dobro da inflação geral acumulada no mesmo período pelo Índice Preços ao Consumidor Amplo, de 4,3%. O cálculo, feito pelo economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, considerou os preços que entram na apuração do índice oficial de inflação do IBGE. 

No frigir dos ovos, estamos em meio ao golpe de estado proporcionado pelo imperialismo, tendo o mesmo catapultado os extremistas de direita do bolsonarismo, que, diante da fraude das eleições que caçaram os direitos políticos de Lula, favoreceram a escalada e posse do fascista que assumiu a presidência e levou consigo os militares, todos vendidos e entregando o país ao capital estrangeiro.

O resultado disso foi um ataque feroz à classe trabalhadora, que culminou no acirramento do regime político e econômico modificando para piorar a lei de terceirização, a alteração de mais de 100 artigos da CLT e de importantes defesas do trabalhador, a piora das condições da aposentadoria, e muito mais que trouxe a precarização do trabalho.

Como se não bastasse isso, ainda veio a pandemia. E a política do governo golpista não foi outra coisa que não um completo plano de genocídio° que alcança já quase 200 mil mortes.

A economia fraturada pela crise do capital e ainda mais pela pandemia, influi muito nas festas de fim de ano. Quanto mais desgraça melhor para essa turma golpista, porque mais  e mais direitos e garantias do trabalhador estarão sendo derrubados. 

Inflação, fuga de capital, alta do dólar, e tarifação de combustível e da energia elétrica, são preparações do governo para que a inflação e o aumento dos preços acompanhe o trabalhador além das festas e o aterrorize ainda mais no ano vindouro.

Sem dúvida alguma, com todo esse massacre encaminhado, e ainda mais com os planos de privatização em andamento aumentando o desemprego e a miséria da classe trabalhadora, a preocupação com as festas de fim de ano é a última coisa que o trabalhador vai precisar ter.

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