Desigualdades reclamam justiça
A preocupação com compras de ilhas por milionários, para fugir à perseguição do coronavírus, contrasta com milhões de miseráveis e desempregados que não tem onde se socorrer.
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Desigualdade social
Disparate social visto na moradia. | Foto: HÉLVIO ROMERO/Estadão Conteúdo

Diferente de muitos que estão morrendo pela covid19, ou se infectando pelo mundo afora, existe um segmento social, de pessoas muito ricas, que, diante da situação de risco oferecido pela pandemia, estão construindo novas possibilidades, e buscando opções para um completo isolamento social do restante da população, onde o convívio diário com a doença, ainda que indiretamente, é motivo de grande preocupação.

Este sentimento aliado a muito dinheiro, tem levado esse segmento a se socorrer na compra de ilhas, que, inclusive, aqueceu o mercado imobiliário. É, inclusive, com esse assunto, o que motivou uma publicação do New York Times neste domingo (12).

Segundo conta Krolow no artigo, diretor executivo da Private Islands, corretor especializado na venda de ilhas, antes da pandemia, a compra de uma ilha era a consequência de um capricho de milionários, principalmente homem, e diante da chegada da aposentadoria. Mas esse perfil, segundo o corretor, mudou nos último meses, quando a procura por ilhas ultrapassou os limites dos últimos 22 anos que está no mercado, e, diferente do impulso anterior, o que se busca é um refúgio para a família, e uma segurança contra o coronavírus. São compradores que se preocupam menos com seu ego, e mais com a doença.

Com uma fortuna dessas, faz toda a diferença as alternativas encontradas para a solução das dificuldades que a vida apresenta, no atual panorama, onde, além da fome e desemprego, também existe pandemia para piorar as coisas. 

Mas, essa saída é para poucos. A maioria da população, briga por emprego e salário, e vive em meio à miséria e a fome. Com o impacto do Covid19 na economia, já atingimos a casa dos 15 milhões de desempregados, e isso sem falar nos que vivem na informalidade, ou que não procuram mais emprego e estão desocupados. Como consequência, muitos da classe média estão perdendo o seu poder aquisitivo, e outros que já não estavam bem, pioraram. É o empobrecimento geral, uma tragédia anunciada pela política neoliberal que agora é agravada pela crise sanitária mundial.

O fato é que, com o coronavírus, as desigualdades sociais estão cada vez mais expostas, e, em notícias como essas são que são veiculadas, elas ficam bem evidenciadas. Apesar deste ser um problema atávico da humanidade, com as catástrofes, as diferenças entre as camadas sociais vêm à tona, e a briga para exigir justiça social fica mais clara e eminente.

Embora a pandemia seja uma ameaça para toda e qualquer pessoa, as mais atingidas são as que têm menos recursos, são obrigadas a trabalhar dia-a-dia, sem trégua, e não podem se esconder e fugir para um lugar seguro, e fazer o isolamento social. E isso quando têm trabalho, pois do contrário, não têm sequer a garantia de moradia e condições mínimas de subsistência.

São momentos como estes que percebemos a desumanidade do capital, e da necessidade de transformar a sociedade completamente, acabando com a propriedade privada dos meios de produção, aniquilando a burguesia, para fazer uma distribuição da renda e da riqueza mais equânime.

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