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Cuba Márcia Choueri

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Manipulação

Folha manipula taxa de vacinação e beneficia Bolsonaro

Pesquisa do Datafolha sobre a vacinação no Brasil tenta passar uma ideia falsa da progressão da imunização.

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Temporariamente a vacinação é suspensa no Brasil e a maioria tomou somente a primeira dose – Reprodução

O instituto Datafolha, do jornal Folha de São Paulo, realizou uma pesquisa, pelo método de entrevistas presenciais, com 2.071 brasileiros de 16 anos ou mais, em todas as regiões do País, entre os dias 11 e 12 de maio. O assunto era a questão da vacinação.

Nove entre cada dez brasileiros afirmam que já se vacinou ou pretende se vacinar contra o coronavírus. Outros 8% não pretendem receber o medicamento e 1% não soube opinar.

Na faixa que se declarou favorável à vacinação, 25% afirma ter tomado a primeira ou segunda dose. Na mesma pesquisa realizada em março, o percentual daqueles que já tinham tomado alguma dose era de 5%. Segundo o Datafolha, a alta é puxada pela faixa etária dos idosos (60 anos ou mais), uma vez que 92% destes afirmaram ter tomado ao menos uma dose.

Os entrevistados responderam também sobre a origem dos imunizantes que pretendem tomar e escolheram entre Estados Unidos, Inglaterra, Rússia e China. Conforme o Datafolha, todos afirmaram que tomariam o medicamento, desde que aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), embora tenha sido perceptível uma preferência ao norte-americano por 82%.

São três as vacinas utilizadas no Brasil: AstraZeneca/Oxford, produzida no Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz);  Coronavac, produzida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantã da Universidade de São Paulo (USP); e Pfizer/BioNTech, desenvolvida pelo laboratório americano e empresa alemã. A vacina russa Sputnik V, desenvolvida pelo Instituto Gamaleya de Moscou, foi a única que teve seu registro negado pela Anvisa.

Ao colocar na mesma categoria os que pretendem se vacinar e os que já foram vacinados, a Folha visa transmitir uma falsa ideia da progressão da vacinação no Brasil. Isto é, passar a impressão de que quase todo mundo já foi vacinado. 

De acordo com dados compilados e divulgados pelo consórcio da imprensa golpista (Estadão, Folha, G1, Globo, Extra e Uol), desde o início da vacinação, 41.097.928 tomaram a primeira dose e 20.208.975 tomaram a segunda dose, num total de 60 milhões. A aplicação da primeira dose corresponde a 19,41% da população brasileira e 9,54% completaram a imunização.

A pandemia continua a avançar no País. De acordo com os dados do Ministério da Saúde, são 444.391 óbitos e 15.898.558 casos confirmados de COVID-19 desde o início da pandemia. Nas últimas 24 horas,  foram 2.527 novos óbitos e 83.367 casos. O estado de São Paulo é o mais atingido e epicentro nacional da propagação da doença.

A manipulação dos dados por parte da imprensa golpista é um fato recorrente na história. A inflação dos dados de imunizados é mais um episódio dentre tantos. O que chama atenção é que a Folha de São Paulo é a autora da falsificação, logo este veículo de imprensa que busca se reciclar e se livrar da pecha de golpista, se passando por “democrática” e “antibolsonarista”.

A manipulação dos dados, no sentido de passar a impressão de que a imunização avança, é uma manobra que serve para fortalecer o presidente ilegítimo Jair Bolsonaro (ex-PSL, sem partido). Com a catástrofe da pandemia, da qual Bolsonaro é um dos principais responsáveis (mas não o único), o presidente busca apresentar seu governo como um dos que mais vacinaram no mundo em números absolutos. O que é uma manipulação grosseira.

Periodicamente faltam vacinas em todo o Brasil, consequência de problemas nas remessas de insumos por outros países. O Brasil sequer foi capaz de produzir uma vacina própria, apesar da existência de tecnologia e pesquisas científicas nas universidades públicas. 

Na questão da quebra das patentes, um passo importante para se produzir as vacinas em território nacional, o governo Jair Bolsonaro comprovou absoluta incompetência, em virtude de sua subserviência ao imperialismos norte-americano e europeu. Os grandes laboratórios querem manter as patentes para garantir os lucros extraordinários da venda das vacinas. O jornal Estadão fez campanha contra a quebra das patentes, diga-se de passagem.

A quebra das patentes é um passo fundamental para que os povos da América Latina, África e Ásia tenham condições de proceder à vacinação massiva. O combate à pandemia só pode ser efetivo se for realizado em âmbito global. Contudo, o que se vê é que os países imperialistas, Estados Unidos e o bloco da União Europeia (UE), praticamente monopolizam o acesso aos medicamentos, configurando um verdadeiro apartheid global.

A pouca imunização que há no Brasil é resultado da pressão das massas. Desde o começo da pandemia, Bolsonaro e os governos estaduais e municipais da direita golpista (PSDB, MDB, DEM, PSL, Progressistas, Republicanos, PTB, PL, SD) evitaram gastar dinheiro público com a população. A compra e distribuição de vacinas envolve bilhões de reais. A política de austeridade fiscal veta que dinheiro público seja utilizado para socorrer o povo, pois o dinheiro deve ir para os bancos e grandes capitalistas. Este é o motivo da catástrofe e do genocídio do povo brasileiro.

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