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Nossos colegas do Diário do Centro do Mundo lembram que há dois anos, em 2017, quando bateram na casa da mãe de Sergio Moro, lá em Maringá, para uma reportagem, para através dela, conseguirem uma entrevista com sua sumidade o filho, aquela senhora os desdenhou, afirmando que “ele tem uns amigos jornalistas na Folha e Veja pra quem dá entrevista quando quer”.

Mãe é mãe, né? Ela estava orgulhosa do lugar no pódio da idolatria da direita nacional e mundial em relação a seu filho. Foi uma época em que Moro estalava os dedos e lhe choviam capas de revista e machetes laudatórias.

A jornalista Christianne Machiavelli, que foi assessora de imprensa do juiz Sérgio Moro na Operação Lava Jato, de 2014 a agosto de 2018, disse ao Intercept que “a imprensa comprava tudo” e nem se dava ao trabalho de checar os conteúdos divulgados pela equipe da força-tarefa.

Cabia a ela fazer a ponte entre o juiz, suas decisões judiciais, e os jornalistas que acompanhavam as investigações. Nesse período, avalia a profissional, grande parte da imprensa cobriu de maneira acrítica a operação toda. “A responsabilidade da imprensa é tão importante quanto a da Polícia Federal, do Ministério Público e da Justiça. Talvez tenha faltado crítica da imprensa. Era tudo divulgado do jeito como era citado pelos órgãos da operação. A imprensa comprava tudo”, disse Christianne à repórter do Intercept.

Passados 17 meses da visita do DCM à mãezinha orgulhosa em Maringá, o Intercept firmou parceria com os antigos parceiros do Moro, conforme revelados por sua própria mãe, e parece que tudo mudou.

Será?

A revista Veja agora é queimada publicamente por coxinhas que fazem uma campanha aloprada por cancelamento de assinaturas da publicação. A Folha agora dá em primeira página denúncias de que Moro foi parcial e comandou a acusação o tempo todo. Grande novidade.

E daí?

Tanto Veja quanto Folha, conforme a própria ex-assessora de imprensa da Lava Jato disse, são coniventes com tudo que Moro fez. Por acaso a Veja ou a Folha estão defendendo que tudo seja desfeito? Estão publicando que tudo seja anulado e que o Lula não passe nem mais um segundo preso ilegalmente?

Ou só resolveram “queimar o cartucho Moro” para manter os interesses dos golpistas em plena execução, esfolando a classe trabalhadora, atacando indígenas, sem-terra, sem-teto, os direitos das mulheres, destruindo a educação e a saúde públicas, sucateando o país para entregar tudo na bacia das almas a grupos capitalistas estrangeiros e banqueiros.

Fuzilam Moro, descolando-o de Bolsonaro.

A imprensa golpista deve ser denunciada e combatida rigorosamente. São cínicos e farsantes. Denunciaram Moro após ver a crise que havia estourado em cima do ex-juiz. De quebra, lucram com a venda de exemplares de seus impressos, mesmo que para serem queimados pelos coxinhas irritados.

Tanto a Veja quanto a Folha “celebraram o trabalho do ex-juiz na luta contra a corrupção”, como a própria Veja afirmou em editorial recentemente. Agora, querem “passar um pano” e parecerem imparciais, sem “compromissos com pessoas ou partidos”. Isso vende. Trouxas compram a ideia. Dá lucro. E controla a denúncias do Intercept, em vez de se opor a ele. Pois o compromisso da VEJA e da Folha é com o partido da Lava Jato e todos os outros golpistas. No mínimo, ambas as publicações varrem o lixo jornalístico e se reciclam para tentarem manter a relevância.

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