A nova moda da direita
A Folha de São Paulo é uma bela ferramenta para os capitalistas perpetuarem seu domínio e sua riqueza sobre a exploração da classe trabalhadora negra e pobre no País
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A estratégia dos empresários é fingir uma luta contra o racismo para continuar explorando os negros | Reprodução: Site do SINJUS-MG

A Folha de São Paulo, órgão importante da direita e da imprensa golpista no Brasil, publicou na última segunda-feira (21) uma matéria na qual destacava o trabalho de pesquisa e dissertação do jornalista Wellington Geraldo Silva. A pesquisa do mestrado teria como principais elementos duas ações do jornal: a criação de uma editoria de diversidade e a nomeação de Flávia Lima para o cargo, com objetivo de exercer a função de ombusdman.

A dissertação é claramente mais uma propaganda da tendência a pautas identitárias da Folha, estrategicamente utilizada pelos capitalistas para fingir preocupação com as “minorias”.

O termo ombusdman é emprestado dos editoriais norte-americanos, que significa um cargo com função de “ouvidor”, responsável por mediar a conversa entre cliente e empresa, e sempre busca soluções para os problemas apresentados pelos clientes. Ou seja, a Folha de São Paulo está investindo forte na nova estratégia da direita para ganhar as eleições: fazer demagogia com a luta antirracista. Essa moda, não curiosamente, também é importada dos EUA, tem como maior expoente a vitória de Joe Biden, com a vice-presidenta negra, Kamala Harris, nas últimas eleições norte americanas. Os democratas, grupo que Biden representa, investiram pesado na política identitária contra o intragável Donald Trump.

A dissertação é intitulada “Folha de São Paulo e um jornalismo plural”. Wellington declara que a imprensa tem apresentado melhoras e tem debatido cada vez mais sobre o racismo, por exemplo, e coloca a Folha de São Paulo como uma Redação exemplar nesse sentido. Para sustentar isso ele aponta dois exemplos: o destaque dado pelo periódico no debate das cotas raciais e de gênero nas eleições, e a cobertura do Dia da Consciência Negra.

Tudo isso é pura demagogia. A Folha quer se vender como jornal da esquerda, que denuncia o racismo e as atrocidades feitas aos negros no País, o que não passa de uma grande palhaçada. A questão do órgão é meramente empresarial, ou seja, capitalista. Denunciar o racismo é a nova estratégia dos capitalistas para ganhar as eleições, quando na verdade estão pouco se lixando para a situação do povo negro. Isso se revela basicamente porque cerca de 80% da classe trabalhadora pobre no País é negra. Isto é, a luta do povo negro e da classe trabalhadora contra o empresariado, no Brasil, se encontram quase que em todo o percurso.

A grande verdade é que nomear Flávia Lima, mulher negra, para o cargo de editora de diversidade é apenas uma tentativa de atrair para si os lucros e dividendos do enfrentamento entre os negros e a burguesia na luta. Isto é: a Folha está pronta para ser financiada pela direita nas eleições de 2021 e, não só isso, mas também na perseguição ao ex-presidente Lula e na criação de uma nova esquerda, uma esquerda identitária, de ouvidos abertos aos excluídos do poder.

A política demagógica da Folha se iguala à política de golpistas como Luciano Huck, que sempre apoiou bandidos da direita como Aécio Neves, Rodrigo Maia, Eduardo Cunha e, inclusive, defende o governo Bolsonaro. Na semana passado, o candidato a presidente da família Marinho declarou que a luta “antirracista” que ele defende tem que aparecer como “engajamento urgente não apenas das pessoas, mas das empresas”. Isto é, uma política voltada para os empresários, que na verdade usam esse engajamento “antirracista” apenas como estratégia para eleger seus mandados, atingir seus objetivos e continuar lucrando mesmo quando o genocídio à classe trabalhadora negra não consegue ser mais maquiada pelos jornais burgueses.

A Folha de S. Paulo é, na verdade, uma bela ferramenta para os capitalistas perpetuarem seu domínio e sua riqueza sobre a exploração da classe trabalhadora negra e pobre no Brasil.

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