Governador na linha
“Trapalhadas gerais”, é como a folha analisa o comportamento do governador Zema, de dar aumento de 42% à Polícia Militar, e, depois ter que recuar.
Belo Horizonte_MG, 08 de novembro de 2018

Retrato doe Romeu Zema, Governador eleito de Minas Gerais pelo Partido Novo.

FOTO: JOAO MARCOS ROSA/NITRO
Governador Romeu Zema. Foto REPRODUÇÃO Abril.Veja |

Folha critica Zema por ceder aumento aos policiais

“Trapalhadas gerais”, é como a folha analisa o comportamento do governador Zema, de dar aumento de 42% à Polícia Militar, e, depois ter que recuar.

Não, que a Folha seja contra a Polícia Militar em geral, e particularmente a PM de MG. Não se trata disso. O que a imprensa capitalista em geral, e a Folha em particular, estão a dizer, é que, se o governo de Minas, com um histórico de reiterados atrasos de salários do funcionalismo público, que nem o 13º salário de 2018 ainda pagou, como justificar, o excepcional aumento para a PM de Minas Gerais.

Se a polícia militar é merecedora de tão generoso aumento, todos os demais servidores públicos de Minas gerais, também têm o mesmo direito de 42% a mais nos seus contracheques. O mesmo direito também têm, então, as demais polícias militares dos demais estados do Brasil. O mesmo direito também têm os demais servidores públicos de todos os demais estados. Todos os demais servidores públicos da União, dos municípios também.

Não foi para isso que foi dado o golpe de estado no Brasil.

O Governador Romeu Zema está a colocar em cheque a política de Paulo Guedes e Bolsonaro, que é de ataque forte e generalizado aos servidores públicos em geral, de que a polícia militar faz parte. O golpe tem entre seus principais objetivos desfazer as conquistas sociais do povo trabalhador em geral, e dos servidores públicos em particular. A enorme crise capitalista mundial, não comporta sequer continuar em voga as moderadas reformas dos governo de Lula e Dilma. E foi por isto que foram removidos.

O capitalismo mundial não se recuperou da enorme crise de 2008.

Imperialismo resolveu que governos reformistas, nacionalistas, do qual o PT fazia parte, devessem removidos ser. Todos os governos de direita têm a incumbência de colocar em prática, forte, implacável, geral ataque à classe trabalhadora, e aos servidores públicos, também. A Folha, porta voz dos capitalistas, não tolera, como toda a imprensa capitalista em geral, bem como Guedes, que o “mau exemplo”, do governador mineiro, venha afrontar, e colocar em cheque a política de “terra arrasada”, objetivo principal do golpe.

Lição da derrotada greve da PM do Ceará 

Zema devia aprender com a acachapante derrota do movimento grevista da PM do Ceará, que após 13 dias parados, voltaram ao trabalho, sem qualquer ganho adicional, e nem mesmo anistia aos faltosos. Para tanto, foi acionada a força nacional de segurança, Ministro da Justiça, Moro, Bolsonaro, frente de governadores, para sufocar e derrotar o movimento paredista que a imprensa capitalista chamava de “motim”.

Zema captou a mensagem

O governador de Minas Gerais Zema recuou. Sancionou 13%, e não o anterior e generoso reajuste de 42%, noticia a imprensa capitalista desta quinta-feira, 11 de março. Zema fez mais. Apôs veto total aos 42%, unanimemente aprovado para as demais categorias de servidores de Minas Gerais. Governador Zema, foi colocado na Linha.

Com o enquadramento do rebelde das Minas Gerais, regime golpista fica doravante todo afinado para os ataques gerais à população trabalhadora, únicos escalados para pagar a conta da monumental crise capitalista.

 

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