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Em reportagem do último dia 31 de agosto, a Folha de São Paulo deu largada a campanha eleitoral municipal. A reportagem cita todos os candidatos a prefeito de todos os partidos na capital paulista. Com exceção do candidato a prefeitura de São Paulo, pelo Partido da Causa Operária, o professor Antônio Carlos Silva, membro da Direção Nacional do PCO, da Corrente Nacional Sindical Causa Operária, ex-candidato a presidente da Apeoesp, militante de primeiro plano nas lutas contra o golpe de Estado, contra o impeachment de Dilma Rousself, contra a perseguição e prisão do companheiro Luiz Inácio Lula da Silva, sendo inclusive citado por Lula, como um dos companheiros do PCO que estiveram sempre na sua defesa.

A exclusão do PCO, já no início da campanha pelos grandes órgãos de imprensa capitalista mostra a disposição dos serviçais da pena da grande burguesia em atacar o Partido que mais efetivamente se colocou contra o golpe desde 2016 e se tornou referência em toda a esquerda nacional.

Isso mostra evidentemente como a burguesia controla as eleições: ela destaca alguns candidatos e esconde estrategicamente outros em sua imprensa, sequer informa à população quais são todos os candidatos, o que impede o povo de conhecer seus candidatos e suas políticas. Logicamente, isso só é feito com os candidatos da esquerda que não estão ligados à burguesia, principalmente o PCO.

Isso não é novidade para o PCO, as eleições sempre foram assim, e esse é um dos principais motivos da farsa que são as eleições: não há a menor chance dos candidatos e partidos que não são da burguesia serem eleitos ou minimamente concorrerem de igual para igual com os outros, não são divulgados seus nomes, não são entrevistados, não são convidados para os debates, não podem fazer propaganda eleitoral na tv e rádio etc. No Caso da Folha, sua reportagem citou que os seguintes pré candidatos estavam com suas convenções marcadas:

Guilherme Boulos (PSOL), com Luiza Erundina (PSOL) como vice; Filipe Sabara (Novo), com Marina Santos (Novo) como vice; Orlando Silva (PC do B); Eduardo Jorge (PV), com Roberto Tripoli (PV) como vice; Marcio França (PSB), com Antonio Neto (PDT) como vice; Bruno Covas (PSDB); Jilmar Tatto (PT); Arthur do Val (Patriota), com Adelaide Oliveira (Patriota) como vice; Marcos da Costa (PTB), com Policial Edjane (PTB) como vice; Vera Lúcia (PSTU); Ribas Paiva (PTC), com Coronel Adriana (PTC) como vice; Antonio Carlos Mazzeo (PCB); Vivian Mendes (UP); Marina Helou ou Duda Alcântara (Rede); Celso Russomanno (Republicanos).

Alegarão qualquer pretexto, para justificar a ausência do PCO, mas o fato é, que sequer uma simples ligação telefônica realizaram.

Desde a Constituição de 1988, a burguesia nada mais fez quê restringir a legislação eleitoral. As liberdades dos partidos foram progressivamente restringidas, o tempo e os meios de campanha foram reduzidos. Por meios burocráticos e sub-reptícios, mais e mais todo o sistema eleitoral (isso se inclui a imprensa) se presta a favorecer grandes partidos ligados à burguesia. Sucessivas resoluções do TRE proibiram cartazes, faixas, carros de som – os instrumentos de campanha próprios dos trabalhadores, nem mesmo redes sociais, uma ditadura completa, tudo em favor de propagandas pagas e cotidianas na imprensa golpista. O período de campanha foi reduzido para meros 45 dias e o tempo de campanha no horário gratuito de rádio e televisão foi drasticamente reduzido para os partidos de esquerda – hoje, por exemplo, o PCO está totalmente excluído de qualquer propaganda eleitoral em qualquer canal de rádio ou TV da imprensa burguesa do país.

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