Destruição orquestrada
Somente no mês de setembro, o número de focos de incêndio no Pantanal ultrapassou a marca de 8.000, um aumento de 180% em relação ao mesmo período de 2019.
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Pantanal sofre as piores queimadas dos últimos 22 anos. | Foto: Reprodução

Os incêndios no Pantanal e o desmatamento na Amazônia têm causado o aumento das temperaturas e piorado ainda mais a qualidade do ar, podendo agravar até mesmo os sintomas do Coronavírus e outras doenças respiratórias nas cidades mais atingidas pelas cinzas e pela fumaça, chegando até mesmo em estados do sul.

Este ano, a situação está ainda mais grave, onde recordes de focos de incêndio estão sendo registrados. No Pantanal, somente no mês de setembro foram registrados 8.106 focos de incêndio, um aumento de 180% em relação ao mesmo período do ano passado, e esse número é ainda mais impressionante se compararmos com as queimadas. Em todo o ano de 2019, 10.025 queimadas foram registradas, o que significa que somente em setembro o Pantanal já atingiu 80% daquilo que foi registrado no ano passado. Somente este ano, faltando ainda três meses para acabar, já foram registrados 18.259 focos de incêndio, o pior índice desde 1998, que foi o início do monitoramento da região pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Os dados tão alarmantes não foram registrados por acaso ou por algum fenômeno anormal na região, mas fazem parte de uma política. Não é de hoje que o governo Bolsonaro trabalha a favor de latifundiários e o próprio presidente golpista já declarou, sem nenhuma cerimônia, que era preciso rever leis ambientais e também as demarcações de terras indígenas e quilombolas, e para isso, conta com a ajuda do seu ministro que segue fielmente a agenda de ataques a população, o ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles, pois isso seria em benefício do “progresso” da região, ou seja, uma maior acumulação de terras e capital para a burguesia rural. O aumento das queimadas em áreas de preservação do bioma e em terras demarcadas abre espaço para que a “boiada e os commodities” passem por cima de todos os interesses e direitos de povos indígenas, quilombolas, sem terras, enfim, todos os trabalhadores do campo. Esse tipo de prática, financiada e planejada pelos próprios latifundiários, destroem aldeias, assentamentos, plantações – que inclusive são responsáveis pela maioria do alimento consumido pelos trabalhadores – além de destruir completamente o meio ambiente, criando as condições para que altas temperaturas sejam registradas e a qualidade de vida dos trabalhadores seja deteriorada.

Como se não bastasse a própria tragédia incentivada, o governo ainda potencializa essa condição fazendo cortes em recursos da pasta do Meio Ambiente e até mesmo dos recursos utilizados em combate as queimadas, uma política completamente nociva e como de praxe do governo, contra os trabalhadores, principalmente aqueles que estão no campo. Assim como na política feita para a cidade, no campo e em áreas de preservação o governo Bolsonaro continua trabalhando para a mesma classe, a burguesia. Além de destruir o meio ambiente e tudo aquilo que é relacionado aos povos da região o governo Bolsonaro colabora também para a piora da qualidade de vida das pessoas. Enquanto o incêndio ocorre e a destruição orquestrada é feita, a saúde dos brasileiros continua em risco com o ar mais poluído, dificultando até mesmo a respiração e podendo agravar doenças respiratórias e até o próprio coronavírus. A destruição é completa e atinge todas as esferas da vida dos trabalhadores.

Diante de tamanha covardia, é necessária a mobilização de todos os trabalhadores contra aqueles que incentivam e colaboram para que essas mazelas cheguem ao povo brasileiro, é necessária a luta pelo Fora Bolsonaro e todos os golpistas, e por um governo dos trabalhadores da cidade e do campo.

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