Queda maior
Diretora geral do FMI revê previsões e põem em dúvida a recuperação da economia mundial

Por: Redação do Diário Causa Operária

Kristalina Georgieva, diretora geral do FMI, põem em dúvida a recuperação da economia mundial e segundo Gita Gopinath, economista-chefe do fundo, a pandemia de coronavírus deixará “cicatrizes significativas” ao redor do globo.

O FMI (Fundo Monetário Internacional), um dos principais órgãos do imperialismo mundial dá o alerta ao seu público (governos pró-imperialistas) de que será preciso fazer mais para a volta da economia. Diz o Fundo: 

Garantir um retorno ao crescimento não é suficiente. Lembremos das reformas  e investimentos pós-crise financeira que tornaram os sistemas bancários mais resilientes. Precisamos de um aumento semelhante nas reformas (subscrito nosso) e investimentos durante a fase de recuperação para melhorar significativamente as perspectivas econômicas dos mais vulneráveis 

Os números atuais ainda não foram divulgados, mas já se prevê queda mais acentuada da economia global (anteriormente era de 3% para o mundo e 5,2% para a América Latina) e de forma incisiva, no que deveria ser somente uma previsão, o FMI dá a receita para seus seguidores “AUMENTO NAS REFORMAS”. 

Com essa diretriz, os estados irão acelerar as retiradas dos direitos da classe operária e os trabalhadores amargarão financeiramente os custos financeiros da pandemia, além de suas próprias vidas, como acontece hoje. 

Quanto ao aumento dos investimentos, também sugerido pelo Fundo, isto importará a um maior aporte de financiamento subsidiados nas grandes empresas. Os bilhões já empregados para os industriais, outro tanto para as aéreas e os trilhões para os banqueiros, parecem não ser o suficiente. 

Os recursos que sobram para a burguesia terão de vir de algum lugar. Se ele será destinado para os empresários só resta os trabalhadores terem de pagar com mais impostos, previdência e rebaixamento salarial. 

Por último o FMI fala em melhorar as perspectivas econômicas dos mais vulneráveis… Para os mais incautos, pode parecer que o órgão financeiro da burguesia esteja olhando para o povo, mas não é. Ele está falando de setores da economia. 

Setores como o imobiliário (de Donald Trump), Aviação, hotelaria e todos ligados ao turismo, que já estão comprometidos, é destes, os vulneráveis que se fala e é destes que o FMI se preocupa e é deste que ele quer a ajuda dos governos. 

O regime político que pouco fez com a saúde da população, salva os magnatas e destrói as políticas públicas, não terá nenhuma dúvida em decidir onde irá alocar os recursos que os trabalhadores produziram, o regime estará sempre do lado do capital. 

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