Tentativa de privatização
Desvalorização dos direitos trabalhistas ameaça à privatização de empresa de coleta de resíduos em Florianópolis
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Greve dos trabalhadores em Florianópolis | Divulgação: Sintrasem

Poucas horas depois de comunicada a greve dos trabalhadores da Comcap (Autarquia de Melhoramentos da Capital), empresa municipal de coleta de resíduos, liderado pelo Sintrasem (Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis), no dia 29 de novembro (domingo), uma empresa privada foi contratada para prestar o serviço de coletas em seu lugar. E no dia 1º de dezembro (terça-feira), uma segunda empresa também foi contratada para tal. Ambas com valores muito mais baixo da tonelada. Enquanto a Comcap cobrava R$ 420,80 por tonelada de lixo, as empresas privadas cobraram R$ 176,89 por tonelada de lixo; 58% a menos e com ameaça de ser pago pela empresa grevista.

Entre as reivindicações, a empresa cobra o reajuste de salário e o direito pelo ticket-alimentação. O sindicato afirma o acordo que tinha feito com a prefeitura de Florianópolis não foi cumprido pelo mesmo, que acaba culpabilizando o Governo Federal de Bolsonaro por ter barrado o reajustamento de salários. Apesar desta justificativa, a justiça não perde tempo ao tentar deslegitimar a greve, decretando ilegalidade à mesma. Além disso, o desembargador Paulo Henrique Moritz decretou que a Comcap se mantivesse afastada das empresas privadas contratadas. E, ainda, falou que o valor a ser pago às empresas serão pagos pelo Sintrasem por não terem prestado serviços durante a greve.

“A partir de agora vamos priorizar a parte central por conta do número de comércio e restaurantes e nos próximos dias vamos avançando para os bairros para tentar normalizar a coleta. A empresa que ofereceu o menor preço pelo serviço vai cobrar R$ 176,89 a tonelada, enquanto pagamos R$ 420,80 para a Comcap. Vamos cobrar essa conta do sindicato, que não manteve o mínimo de serviço estabelecido em lei”, disse o prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro (DEM).

Em contrapartida, no dia 2 (quarta-feira), os veículos das empresas contratadas apareceram com os pneus furados e vidros danificados, passando a ser escoltados pela GMF (Guarda Municipal de Florianópolis) após o ocorrido. E hoje, dia 3 de dezembro (quinta-feira), a autarquia encontra-se protestando em frente ao gabinete da prefeitura. É o movimento dos trabalhadores radicalizado, denunciando a tentativa do Munícipio de furar a greve, mostrando que não baixará a guarda dessa tentativa de privatização do sistema de coleta de lixos e continuando suas reivindicações pelo direito ao reajuste de salário e ao direito de manifestação de seus direitos trabalhistas.

Até o presente momento, nenhum acordo entre o Sintrasem e o Governo Municipal foi feito.

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