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A caravana de Lula pelo Sul do Brasil mostrou que é possível e necessário expulsar os fascistas das ruas. Por vários momentos, representantes dos latifundiários se organizaram para atacar os militantes que estavam na caravana agredindo pessoas que estavam nos atos organizados pelos apoiadores do ex-presidente.

Em Santa Catarina, os fascistas jogaram ovos e até mesmo pedras nos ônibus e carros da caravana. Em Chapecó (SC), os manifestantes pró-Lula e a direita chegaram a se confrontar. Na tentativa de agredir Lula com uma pedrada, os fascistas acertaram o ex-deputado Paulo Frateschi, que se colocou na frente do ex-presidente e teve um pedaço da orelha arrancado.

Em Cruz Alta (RS) os fascistas chegaram a espancar uma mulher acompanhada de uma criança: “Eu estava com meu filho de 10 anos e com minha secretária. Ao final do ato, fui em direção ao meu carro, que estava estacionado no final de uma rua. Quando estava no meio da quadra, começaram a me atirar pedras e ovos e a gritar ‘peguem a loira’. Ao chegar mais perto, veio um rapaz, me deu um soco no olho e saiu correndo. O instinto me fez correr atrás, mas ele se misturou à multidão. Foi quando me agarraram pelos cabelos, me jogaram ao chão e começaram a me chutar. Estou com o corpo todo machucado. Tive de ser hospitalizada e só não estou ainda internada, porque preciso voltar à radioterapia”, relatou Deise à revista Forum (23/3/2018).

Os agressores são organizados pelos latifundiários da região, que há muito tempo se organizaram na fascista UDR (União Democrática Ruralista) para assassinar as lideranças camponesas que lutam pela terra no Brasil. Pelas fotos vê-se claramente que não se trata do “povo”, de trabalhadores ou da população pobre, mas de uma elite e de contratados dos ruralistas e outros setores direitistas, que são mais fortes justamente no Sul do país.

O fato é que é preciso se organizar para reagir à altura diante dos ataques dos fascistas, que estão ficando a cada dia mais ousados. Em Florianópolis, o ex-presidente disse que o povo que lá estava era “da paz”, mas que se a direita importunasse muito deveríamos “revidar”. 

A direita já importunou bastante e passou da hora das lideranças dos trabalhadores, camponeses e movimentos sociais organizarem sua autodefesa. Quanto mais seguros os fascistas se sentirem para atuar, mais agressivos ficarão.

A polícia e o Estado capitalista, por sua vez, estão do lado dos fascistas, que aí se refugiam quando se sentem ameaçados. Em nenhuma das oportunidades descritas acima a polícia atuou, nem na defesa dos agredidos, nem na repressão aos agressores, bem diferente do que estamos acostumados a ver nas diversas manifestações populares.

As ruas são do povo trabalhador, que, ao longo da história, esteve presente levando as suas reivindicações adiante, com atos e manifestações. A direita já está organizada no Estado, tem a polícia e as Forças Armadas ao seu lado e ousou sair às ruas para apoiar o golpe que derrubou Dilma Rousseff.

Mas essa direita não tem apoio popular e nunca reuniu a quantidade de pessoas que a imprensa burguesa apresenta em seus noticiários; por isso mesmo, o movimento operário e popular deve defender o seu terreno, as ruas, e se preparar para se defender das provocações dos golpistas. É preciso organizar grupos de autodefesa, para impedir que a direita (que não tem o povo ao seu lado) lance mão de capangas e milicianos para atacar as manifestações da esquerda.

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