Isolamento só para burguesia
Atendimento em hospitais apenas para uma pequena parcela privilegiada da população, a grande maioria dos trabalhadores estão morrendo em casa sem atendimento.
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Sem velório e com caixões lacrados: coronavírus impõe isolamento até no luto | Foto: Fabio Motta / Agência O Globo

Após um grande aumento de pessoas infectadas pelo novo coronavírus, aumentou o número de mortos em domicilio, estimando um crescimento por volta de 53% em quatro principais capitais do país, onde 10 mil pessoas morreram em suas casas sem atendimento adequado nos hospitais, nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza e Manaus. Mostrando que a política do fique em casa é para que se morra em casa, já que o isolamento parcial só é possível para uma pequena parcela privilegiada da população, enquanto a grande maioria esmagadora da população tem que trabalhar, pegando metrôs lotados, sem equipamentos adequados de proteção.

Tem ocorrido também um grande aumento do desemprego no país, o que faz com que o trabalhador desempregado não tenha condições nem de comprar comida. Muitas casas não tem água, quem dirá álcool gel, luvas e máscaras, enquanto a saúde publica está sucateada, não tendo estrutura suficiente para tratar os casos, mandando as pessoas irem para casa e assim morrerem em casa.

Em várias cidades os testes que seriam o principal equipamento para combater o covid-19, estão em falta nos hospitais públicos e no privado custam por volta de 300 reais, fazendo impossível que separe o negativado do contaminado e privilegiando a vida somente os que podem pagar, os que podem se dar ao luxo de fazer isolamento sem que falte nada e tenham condições de pagarem um tratamento adequado nos hospitais caso contraiam o novo vírus

Além do velório às pressas, a Anvisa recomenda uma série de precauções, como passar álcool a 70% no caixão e no carro funerário, além de não trocar a roupa do morto. Até o uniforme dos coveiros mudou. Agora, além das costumeiras luvas e botas, todos usam máscaras e macacões de proteção individual e têm na ponta da língua as instruções de higienização e de descarte dos equipamentos de segurança. Na última e incômoda ponta das vítimas da doença, e sem o reconhecimento dos que estão na linha de frente, como médicos e enfermeiros, os coveiros não escondem que andam abalados.

As instituições alegam que a pessoa precisa estar com febre e tosse para fazer o teste e ficar em isolamento no hospital, mostrando que a política do “fique em casa” é uma porcaria inócua, pois não atente toda a população, sendo que esse genocídio tem aval da burguesia pois faz com que parte do exército de reserva de trabalhadores, que para burguesia são descartáveis, morram, assim diminuem suas despesas e aumentam seus privilégios.

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