Final do ano: momento de mudanças na educação

Professores da rede estadual de SP aprovam continuidade da greve

Com um ano atribulado e com eleições, temos que lembrar que no próximo ano entrará em vigor no estado de São Paulo a “reforma do ensino médio”.

A esquerda pequeno-burguesa tem apostado todas as suas fichas nas eleições, como se os planos dos golpistas de plantão será derrotado nas eleições.

Pura ilusão, pois a Dilma que teve mais de 54 milhões de votos foi derrubada do poder, em 2016. O golpe que se instalou com o governo Temer promoveu diversas “reformas”.

Primeiro foi a “reforma trabalhista” e depois a terceirização, no Estado de São Paulo, com Geraldo Alckmin de governador e Márcio França com vice, aprovaram a “reforma do ensino médio”.

Com a reforma o Ensino de Jovens e Adultos- EJA será todo á distância e o ensino regular médio será dividido em cinco áreas.

Uma dessas áreas é o ensino profissionalizante, onde a escola realizará á parceria público-privada, para ofertar a matéria. Não vai precisar ter curso superior ou licenciatura para ministrar aulas, somente o notório saber.

Um exemplo seria o padeiro ir da aula de panificação, a escola vai fazer uma parceria com o dono da padaria que vai fornecer o padeiro.

A “reforma de ensino médio” em São Paulo “casa” não a toa com os planos do próximo presidente golpista, pois Bolsonaro disse que é favorável ao ensino à distância.

Os professores precisam se mobilizar através de uma greve da categoria para barrar todos os retrocessos e a demissão em massa que será promovida com essa “reforma” golpista.

O fascismo somente pode ser combatido nas ruas através da mobilização dos trabalhadores e suas organizações, depositando todas as esperanças no voto, vai levar á esquerda e os trabalhadores para o matadouro.

Os professores e as demais categorias devem se organizar pelos Comitês de Luta contra o golpe e de auto-defesa para colocar para correr essa extrema-direita e seus planos de dizimar a população.