Fim do Mais Médicos: governo dos EUA elogia direita por 30 milhões de brasileiros sem atendimento de saúde

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Como bom serviçal dos interesses monopolistas dos Estados Unidos no âmbito do continente latino-americano, o próximo presidente ilegítimo Jair Bolsonaro foi alvo de elogios por parte do Conselho de Segurança Nacional norte-americano em virtude de ter provocado a saída de milhares de médicos cubanos dos postos de saúde dos rincões do Brasil.

Na conta oficial de Twitter, o órgão afirmou: “Elogiamos o presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, por tomar posição contra o regime cubano por violar os direitos humanos de seu povo, incluindo médicos enviados para o exterior em condições desumanas”.

Kimberly Breier, representante do Departamento de Estado dos EUA para a América Latina, também comemorou a saída dos profissionais do programa: “Que bom ver o presidente eleito Bolsonaro insistir em que os médicos cubanos no Brasil recebam seu justo salário ao invés de deixar que Cuba leve a maior parte para os cofres do regime”.

Diante da ausência de qualquer medida no intuito de reverter a catástrofe sanitária que poderá ocorrer nos próximos anos, nota-se, mais uma vez, que Bolsonaro não pretende governar em benefício do povo brasileiro, mas dos interesses de financeiras multinacionais.

Por trás da satisfação, estão empresários estrangeiros, reais donos de diversos planos de saúde e hospitais de ponta, e que estão pouco de lixando para a saúde da população pobre do interior do país. É importante ter em mente que os neoliberais e seus governantes só pensam em privatizar todo tipo de serviço público de qualidade, como acontecia com o programa Mais Médicos e sua vasta rede de atendimento.