Fim do Fundo Soberano: Temer entrega aos bancos a poupança nacional

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O golpe de Estado no Brasil, dado pelas forças da burguesia imperialista, tem como uma de suas pautas mais centrais o assalto aos bens públicos nacionais. Além das privatizações, os capitalistas estão de olho nos fartos recursos financeiros arrecadados pelo governo federal que de fato, são de propriedade do povo brasileiro em geral.

No entanto, o golpista de plantão na presidência da República Michel Temer, cumpriu uma de suas atribuições no poder para servir o imperialismo, ou seja, em uma Medida Provisória (MP) extinguiu o Fundo Soberano do Brasil (FSB). Assim, acabou com a poupança coletiva de 200 milhões de brasileiros.

Essa poupança, que conta com R$ 26 bilhões, foi criado no governo petista pelo presidente Lula, no ano de 2008, em um momento de superávit primário da economia nacional. A meta era aumentar a riqueza, ter um lastro para a necessidade de uma eventual estabilização econômica e maiores investimentos em projetos sociais.

Com os recursos do pré-sal, já devidamente entregue pelos golpistas para os imperialistas estrangeiros, a intenção do governo era agregá-los ao FSB e fazer investimentos em projetos de interesse nacional. É importante compreender que a composição do FSB também se sustenta nas ações de empresas públicas como a Petrobras, o Banco do Brasil e o Tesouro Nacional, ou seja, o fim do fundo soberano significa um passo para a agilização das privatizações.

A desculpa para esse ataque às riquezas do Brasil é de que esses recursos serão utilizados para saldar a dívida pública. Destaque-se que do montante total dessa dívida cerca de 40% são com os bancos. Assim, Temer entrega nossos recursos diretamente para os banqueiros, que além de terem uma licença do Banco Central do Brasil para assaltarem as contas correntes dos brasileiros, agora também levam dinheiro do governo federal. Um verdadeiro assalto contra a população.

Para reverter essa calamidade contra os bens públicos é necessário derrotar o golpe de Estado. Para isso, é preciso a construção de uma gigantesca greve geral por tempo indeterminado pela liberdade de Lula, pela anulação do impeachment de Dilma e pelo fim da intervenção militar no Rio de Janeiro.