Fim do foro pode ter salvo Aécio Neves. E agora Luciana Genro?

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Luciana Genro, cabeça de um dos grupos mais direitistas dentro do PSOL, o MES (Movimento Esquerda Socialista), defendeu enfaticamente em diversas oportunidades o fim do foro privilegiado, fazendo coro com a campanha da direita histérica “contra a corrupção”. Genro chegou a classificar o direito dos parlamentares como um “desaforo”.

Pois bem. Acontece que agora, com o foro privilegiado restringido em mais uma arbitrariedade ridícula do Supremo Tribunal Federal, os parlamentares terão seus casos julgados por juízes de primeira instância.

Isso quer dizer que, por exemplo, Aécio Neves, golpista conhecido por suas atividades fora da lei, terá seu caso avaliado por um juiz “amigo”. Ou seja, será mais um caso que acabará em pizza, por meio de manobras da direita.

É importante explicar que o foro privilegiado é um direito democrático essencial para a prática política dos parlamentares. Essa restrição aprovada pelo STF só servirá para uma coisa: perseguir a esquerda. Uma vez que a vasta maioria dos políticos direitistas tem muitas amizades no meio jurídico, os parlamentares de esquerda podem se preparar para serem alvo de uma perseguição implacável.

Esse é o objetivo final do golpe, que inclusive também foi apoiado por Luciana. Enquanto os juízes, militares e policiais criam todas as condições possíveis para realizar um verdadeiro extermínio da ação política dos campos populares, ainda temos que aturar algumas lideranças que se dizem de esquerda aplaudindo a iniciativa golpista.