Volta da fome e da miséria
Em entrevista concedida na última quarta (14/10), ex-diretor da FAO alerta que, hoje, quase 40% da população brasileira sofre de insegurança alimentar.
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José Graziano da Silva, em 2013, como Diretor da FAO | Casa América

Em entrevista concedida na última quarta (14/10), ao Portal Tutaméia,  o ex-diretor da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (em inglês, FAO – Food and Agriculture Organization) José Graziano da Silva, alerta que, hoje, quase 40% da população brasileira sofre de insegurança alimentar. Estes são números pré-pandemia, e os efeitos desta não são os únicos responsáveis pelo aumento da miséria generalizada e reinclusão de famílias no mapa da fome. Graziano diz que este número deve aumentar graças ao fim do auxílio emergencial. Nas palavras dele: “A pandemia não tem nada a ver com a volta do Brasil ao mapa da fome. Tudo isso aconteceu antes da pandemia. A pandemia agrava. A pandemia até agora não teve uma repercussão maior graças ao auxílio emergencial. Mas, se cortar o valor ou se cortar o auxílio definitivamente, eu temo que a gente passe dos atuais números, estimados em 15 milhões de pessoas passando fome, a uma proporção muito maior, chegar aos 40 milhões que nós enfrentamos na época do início do governo Lula, quando começou o Fome Zero”.

Graziano, que é agrônomo e doutor em economia, é considerado um dos pais do programa fome zero. Ele salienta que o capitalismo vive um cenário de crise desde 2008, com pequenos de alívio, mas que inevitavelmente acabam rápido e mergulham países em cenários econômicos de recessão. A situação do Brasil, pré-pandemia, era ainda pior porque o país enfrentava, desde 2016, um período de recessão econômica, portanto entramos nessa crise muito pior que outros países e as consequências serão nefastas para população.

Em sua entrevista, Graziano estima que o número de cidadãos passando fome salte dos atuais 15 milhões para 40 milhões, com o fim/redução do auxílio emergencial. Ele salienta que os efeitos da crise econômica brasileira, criadas pela crise sistêmica capitalista e aprofundados pelas ações dos setores golpistas brasileiros, são potencializados pela crise política do cenário pós golpe de 2015, em conjunto com a crise de saúde causada pela COVID-19, isso cria um cenário catastrófico que jogará milhões nas condições de extrema pobreza.

A catástrofe econômica e humanitária criada pelos golpistas

Em maio deste ano, apenas 49,5% das pessoas com idade de trabalhar estavam ocupadas, milhares de empresas paralisadas/falidas graças ao cenário econômico catastrófico do governo genocida de Jair Messias Bolsonaro, o único plano do representante do capital financeiro, Paulo Guedes, é aprofundar o desmonte das empresas estatais brasileiras e vender o patrimônio nacional a preço de banana. Com o fim do auxílio emergencial o destino de milhões será a fome e a indigência. Os setores patrocinadores do golpe veemm seus lucros e poder crescerem, não existe nenhuma preocupação com a população brasileira e sua sobrevivência. 

Por isso, o papel de todo cidadão brasileiro é dar um basta aos golpistas e aos cães fascistas patrocinados pela burguesia! Neste cenário não haverá o que reerguer do país em breve! O PCO convoca todos os trabalhadores brasileiros a tomarem as ruas e participarem do movimento Fora Bolsonaro! Lutar contra a fraude eleitoral montada pela direita e apoiar a candidatura popular de Lula!

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