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Sem torcidas organizadas, o Corinthians enfrenta o Mirassol na Arena Corinthians, São Paulo. O Palmeiras enfrenta a Ponte Preta no Allianz Parque.
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Estádio vazio, sem a presença das torcidas. | Foto: REUTERS/Massimo Pinca

Neste final de semana, os jogos das semifinais do campeonato paulista vão acontecer. O Corinthians enfrenta o Mirassol na Arena Corinthians, São Paulo. O Palmeiras enfrenta a Ponte Preta no Allianz Parque. As vagas para a final serão decididas em jogo único e sem vantagem. Em caso de empate no tempo normal, a disputa vai para as cobranças de pênaltis. Os jogos acontecem em meio à pandemia do COVID-19.

Há décadas a direita trava uma sistemática luta contra as torcidas organizadas. Estas sempre foram rotuladas como “violentas” e até mesmo como “organizações criminosas” e “quadrilhas” pelos órgãos de imprensa de direita. A ideia é bani-las dos estágios de futebol e exercer um monitoramento e permanente intervenção policial.

A luta da direita é orientada por considerações de classe. As torcidas são grandes organizações operárias e de massas, que intervieram em diversos episódios importantes da vida política nacional. Basta citar o repúdio ao golpe de Estado, ao governo de Jair Bolsonaro e a criação de  diversos coletivos antifascistas em seu interior. Em muitas ocasiões, os torcedores protestaram contra os preços abusivos das entradas, a captura do futebol pela burguesia e se enfrentaram com a repressão policial nas ruas.

A pandemia está sendo utilizada como um pretexto para avançar no banimento das torcidas dos estádios. Os jogos sem torcidas inviabilizam que apareça qualquer faixa, cartaz e manifestação de protesto político. Devido à conjuntura econômica e política do país, marcada pela ascensão do fascismo bolsonarista, as torcidas experimentam um processo de politização crescente.

Os torcedores protagonizaram os mais importantes episódios de enfrentamento aos fascistas, quando expulsaram aos socos e chutes duas vezes seguidas os bolsonaristas da Avenida Paulista. Desde então, o que se observa é um defensiva da direita, que murchou, alarmada com o perigo do enfrentamento nas ruas com a população operária que se organiza por meio das torcidas.

É preciso denunciar que as semifinais do campeonato paulista, sem a presença das torcidas, é uma manobra da direita que tem o intuito de proceder ao banimento permanente destas dos estádios. Trata-se de concretizar um projeto há muito concebido, mas inviável de ser levado adiante em virtude da resistência dos torcedores organizados. A desorganização da esquerda no contexto da pandemia e sua defensiva em mobilizar a população oferece as condições necessárias para implementar uma verdadeira ditadura legislativa nos estádios.

As torcidas e as organizações políticas e sindicais da classe trabalhadora devem se unificar na defesa do futebol como elemento fundamental da cultura popular e impedir mais esse ataque aos direitos democráticos.

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