Crise na operação
A cada vez mais desmoralizada operação foi uma peça-chave para o golpe de 2016 e para a perseguição ao ex-presidente Lula
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Deltan Dallagnol | Foto: Reprodução

Nesta semana, o procurador da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol, deixou a força-tarefa. Dallagnol alegando “questões familiares” para justificar a decisão, embora todos saibam que sua saída nada mais foi do que um acordo feito no interior do bloco golpista para tentar amenizar a crise em que a operação está envolvida.

A Lava Jato já carrega anos de desmoralização em sua trajetória, sobretudo pelas inúmeras denúncias de fraude, pela campanha impopular em torno da prisão do ex-presidente Lula e por causa dos embates de vários setores da burguesia em torno dela.

A saída de Dallagnol não significa ainda o fim da Operação Lava Jato, embora esse fim possa estar bastante próximo. No entanto, é preciso considerar o significado dessa saída: Dallagnol era, junto ao ex-juiz Sérgio Moro, era uma das principais figuras da operação. Não de um ponto de vista propriamente técnico, uma vez que o comando da Lava Jato vem de funcionários anônimos comandados pelo imperialismo, mas sim do ponto de vista da propaganda de extrema-direita criada a partir da operação.

Muito mais do que um procurador, Dallagnol foi um militante da extrema-direita no interior das instituições. A famosa “apresentação de power point“, feita em um hotel, com o único objetivo de execrar o ex-presidente Lula, é apenas um dos exemplos. Junto a isso, podemos citar a sua defesa das “medidas contra a corrupção” e a utilização das redes sociais para pressionar as instituições a adotarem medidas antidemocráticas. Seu desprezo pelo povo brasileiro e sua admiração pelo imperialismo norte-americano ficaram evidentes quando, dentre outras oportunidades, Dallagnol disse que os norte-americanos seriam superiores aos brasileiros por terem sido colonizados por “cristãos”.

A Lava Jato foi responsável pelo golpe de 2016, pela prisão de Lula e pela destruição de grandes empresas, como a Odebrecht. Em grande medida, já cumpriu seu papel. Hoje, no entanto, se encontra em meio a uma série de impasses. A prisão do ex-presidente golpista Michel Temer foi uma espécie de limite de até onde a burguesia estaria disposta de ir com a operação. É possível que a burguesia tenha decidido acabar com a Lava Jato, e já esteja procurado outros meios para aprofundar a ditadura do regime.

Mesmo assim, fim da operação não significará, de maneira alguma, uma reversão de todo o estrago causado. Os golpistas procuram apenas superar o obstáculo ao regime que a Lava Jato se tornou. No entanto, a crise da operação abre uma oportunidade que deve ser aproveitada pela esquerda. É preciso realizar uma ampla campanha não só pelo fim da Lava Jato, mas pela anulação de todos os processos dessa operação fraudulenta.

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