Cinema: Os 7 de Chicago
O poderoso drama de Aaron Sorkin, diretor e roteirista, novo longa da Netflix traz uma visão mais progressista sobre a política nos Estados Unidos na época Guerra do Vietnã.
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Imagem do filme Os Sete de Chicago | Foto Nico Tavernise/NETFLIX

Novo filme da Netflix aproveita elenco em poderoso drama que ultrapassa as paredes do tribunal. A idéia de Aaron Sorkin, diretor e roteirista, quando começou a escrever o roteiro “Os 7 de Chicago”, a idéia era reconstruir os protestos contra a Guerra do Vietnã, no ano de 1968, na cidade de Chicago e o histórico julgamento dos líderes das manifestações, trazendo uma visão mais progressista sobre a política nos Estados Unidos na época. Aaron Sorkin, foi vencedor do Oscar e do Emmy.

Elenco: Yahya Abdul-Mateen II, Sacha Baron Cohen, Joseph Gordon-Levitt, Michael Keaton, Frank Langella, John Carroll Lynch, Eddie Redmayne, Mark Rylance, Alex Sharp, Jeremy Strong, Noah Robbins, Danny Flaherty, Ben Shenkman, Kelvin Harrison Jr., Caitlin Fitzgerald, Alice Kremelberg, John Doman, J.C. MacKenzie, Damien Young, Wayne Duvall, C.J. Wilson. Produzido por: Marc Platt, Stuart Besser, Matt Jackson and Tyler Thompson. Produtores Executivos: Laurie MacDonald, Walter Parkes, Marc Butan, Anthony Katagas, James Rodenhouse, Nia Vazirani.

O que era para ser um protesto pacífico na Convenção Nacional do Partido Democrata de 1968 se transformou em um violento confronto com a polícia, polícia e a Guarda Nacional dos Estados Unidos, segundo a própria polícia, que lá para o fim da trama, descobrimos que, afinal, foi a polícia a provocar os tumultos. Os organizadores do protesto, que incluíam nomes como Abbie Hoffman, Jerry Rubin, Tom Hayden e Bobby Seale, foram acusados de conspiração por incitar a desordem, e o julgamento decorrente foi um dos mais notórios da história.

O título do filme fala em sete pessoas e na lista de cima figuram oito. Isto porque Seale apenas foi a Chicago para fazer um discurso e abandonou o local quatro horas depois. Acabou incluído no processo porque, na altura, as autoridades pensavam que incluir um membro dos Panteras Negras ia ajudar a que o povo americano percebesse que este grupo de americanos era radical e violento, um autêntico perigo para a chamada “democracia”.

Há o fantasma das frases feitas de Sorkin, parodiadas nos dias de hoje, como “Nunca fui a julgamento pelos meus pensamentos”. Os 7 de Chicago está cheio de verdades essenciais e Sorkin sabe colocar o dedo na ferida norte-americana. Está lá de tudo: a crítica à corrupção do poder judicial norte-americano, tão macio face às ideologias pessoais de quem decide o rumo de um ser humano, a forma como a comunidade afro-americana continua a ser tão subjugada em 2020, como o era na década de 60, a urgência de se criar uma revolução quando todas as vias pacíficas falharam.

Está lá também a promiscuidade política, as controvérsias de bastidores que nunca nos são conhecidos, porque é isso que falta no sistema norte-americano, a dita transparência. Está lá a criação de uma ficção dentro da realidade por parte da administração americana. Uma história provocadora que parece saída dos tribunais dos nossos dias, um retrato da administração de Nixon que podia ter sido muito bem de Trump.

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