Capitalismo
A ascensão da vertente verde do capitalismo é posta a prova por Michel Moore e Jeff Gibbs
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Divulgação |

O famoso documentarista Michel Moore estreou há quase um mês, no dia 21 de abril, o filme Planet of the Humans, dirigido pelo ambientalista Jeff Gibbs.  Em tradução livre: Planeta dos Humanos, uma clara referência ao filme Planeta dos Macacos, tanto pelo cartaz mas perceptível principalmente pela caracterização decadente e catastrófica das inovações tecnológicas “verdes” dos últimos anos.

O longa metragem denúncia a questão da economia verde, proposta que há décadas vem sendo impulsionada por ativistas e ambientalistas do mundo todo, em organizações como Greenpeace, entre outras, a fim de questionar, criticar e combater a indústria capitalista na maneira como ela produz, atua no mercado capitalista e na política global. A economia verde é contrastada com o aumento do sistema de consumo excessivo e com mostras do ser humano no caminho à extinção.

O eixo das denúncias se centram não mais nas “indústrias tradicionais”, mas em desmascarar como os gigantes da economia verde aplicam demagogicamente suas fortunas, investindo em energias renováveis apenas para se adequar a alguns setores ambientalistas, posando como benfeitores ou benevolentes, para obviamente para atrair bons negócios e concentrar capital, como boas peças do Imperialismo, contrapondo os próprios ditames das causas ou da luta contra as mudanças climáticas.

Critica inclusive os geradores eólicos – símbolo de mudança na produção energética – desde a maneira em que o gerador é produzido, sua baixa durabilidade, ilustrada no trajeto entre a França e a Alemanha, sem deixar de expor a política monopolista por trás do negócios. Retrata também, no Brasil, usinas de biomassa a partir de cascas e lascas de árvores de grande impacto ambiental, conectando a política capitalista da economia verde, com o desmatamento e os desastres de queimadas na Amazônia.

Faz paralelo entre o mercado das baterias de lítio, cobre, cádmio e outros metais raros, utilizados paras os novos veículos elétricos, com o próprio golpe político na Bolívia, financiado por grupos globalizados da mineração. Expõe, assim, que a vertente verde da economia capitalista, no Imperialismo, é só uma nova roupagem, bem como um dos ambientalistas entrevistados reage: ”Nós, ambientalistas, caímos em ilusões ‘verdes’ que são tudo menos verdes.”

Por fim, Moore entrelaça a vertente verde com a pandemia do coronavírus. Diz estarmos passando por mudanças no paradigma, repensando nosso relacionamento entre humanos, e com a natureza. Afirma que não podemos nos contentar em voltar ao “normal” quando a pandemia estiver passada, assim como sempre, apontando a decadência do sistema capitalista.

O filme, quando lançado havia sido bombardeado com ameaças de censura por processos na justiça, mas segue on-line no Youtube, com mais de 8 milhões de visualizações: Planet of the Humans (2020).

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