O cinema contra o racismo
O que faz com que esse novo filme seja uma grande sugestão é a crítica social ao estatuto racista e genocida do imperialismo estadunidense na história
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Cena do filme Destacamento Blood | Foto: Reprodução

Um grupo de amigos volta ao Vietnã, depois de servir à guerra, para reencontrar os restos mortais do antigo líder da tropa e um tesouro enterrado: essa é a sinopse do novo filme do cineasta norte-americano Spike Lee, Da 5 Bloods (Destacamento Blood), lançado em junho, na Netflix, protagonizado por Delroy Lindo, Clarke Peters, Norm Lewis e Isiah Whitlock, Jr.

Filme de guerra não é uma novidade no catálogo do diretor, basta lembrarmos, por exemplo, de Milagre em Sta. Anna, de 2009, sobre a Segunda Guerra, assim como sabemos que a temática negra também não é. Mas o que faz com que esse novo filme seja uma grande sugestão é a crítica social ao estatuto racista e genocida do imperialismo estadunidense na história.

Imperialismo este que desde o início teve um papel central na guerra do Vietnã e carrega nas costas quase 60 mil mortes de soldados nesse conflito, o que nos ajuda a apontar o racismo dos EUA que ao habitar 12% da população negra em seu território, enviou 1/3 dessa população à guerra para servir de bucha de canhão, sendo assim a linha de frente dos enfrentamentos, colocando-a diretamente sujeita à morte.

Vale a pena lembrar que se trata dos anos de 1960, especificamente em 1964, que o exército americano consolidou sua participação direta na guerra do Vietnã, umas das décadas mais importantes na luta racial dos Estados Unidos por direitos civis, onde vários estados ainda mantinham leis segregacionistas e o discurso supremacista branco já era muito presente – uma luta ainda mais fortalecida pelo assassinato, em 1968, de Martin Luther King Jr., uma das figuras mais importantes e proeminentes da luta por direitos humanos.

Spike Lee, em entrevista à Sigth & Sound, disse ter sido influenciado por outros grandes filmes como Os Canhões de Navarone e Apocalypse Now. E vale dizer que este dialoga, assim como o curta lançado por ele chamado “3 Brothers”, sobretudo, com a onda protestos desencadeados pela morte de George Floyd e do Black Lives Matter, só que com mais ação e emoção.

 

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