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Figuras da Revolução Pernambucana restauradas em exposição no Recife
Figuras da Revolução Pernambucana restauradas em exposição no Recife

A revolução pernambucana é tema da exposição “Memória Restaurada”, que estreou no Museu da Cidade do Recife, no último sábado, dia 13. São peças restauradas de personagens que tiveram algum tipo de participação mesmo que indireta no acontecimento. Entre os quadros há um em que Dom Pedro de Alcântara aparece ao lado de Dona Leopoldina. O quadro foi pintado por ocasião do casamento dos dois. Eles se casaram em 1817, mas tiveram que adiar a cerimônia porque foi no mesmo período em que a revolução estava acontecendo.

Há também na exposição quadros das principais figuras que participaram da revolução, como Frei Caneca, Domingos José Martins, representante do Governo Provisório, monsenhor Francisco Muniz Tavares que escreveu posteriormente a história sobre a revolução, entre outros.

O Museu da Cidade do Recife já mantém em exposição, desde março de 2017, a mostra “1817 – Revolução Republicana”.

Figuras da Revolução Pernambucana restauradas em exposição no Recife
Quadro de Frei Caneca, restaurado para a exposição “Memória Restaurada”

A Revolução Pernambucana aconteceu em 1817, também conhecida como “Revolução dos Padres”, pois contou com grande parte de integrantes do clero que cultivavam ideais iluministas. A revolta popular se deu em parte pela presença ostensiva da corte portuguesa em Pernambuco que gastava demais e ocupava grande parte dos cargos públicos. Outros fatores que desencadearam a revolução foi o aumento abusivo de impostos, a crise econômica e o aumento da fome e miséria.

O governador de Pernambuco, ao saber da revolta mandou prender os envolvidos, mas quem foi preso foi o próprio governador. Os revoltosos ocuparam o governo e implantaram um governo provisório que baixou o valor dos impostos, libertou presos políticos e aumentou o salário de militares. Com essas medidas teve um grande apoio popular. Tentaram expandir a revolução para outras províncias do Norte e Nordeste, mas com pouco apoio popular a empreitada não avançou.

Por fim o governo federal respondeu com forte repressão militar, Recife foi cercada e depois de 75 dias de confronto, os líderes da revolução foram presos e condenados à morte.

O Museu da Cidade do Recife disponibiliza as exposições de terça a domingo, das 9h às 17h. Com entrada gratuita.