Golpistas
A velha raposa do neoliberalismo Fernando Henrique Cardoso (FHC) sai da toca em defesa da manutenção do governo Bolsonaro
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FHC e Mourão nos Estados Unidos | Foto: Reprodução

A velha raposa do neoliberalismo Fernando Henrique Cardoso (FHC) sai da toca em defesa da manutenção do governo Bolsonaro. Em um balanço do ano de 2020 publicado no jornal golpista O Estado de São Paulo, FHC faz suaves críticas ao governo Bolsonaro, mas defende avidamente sua continuidade.

Para quem não lembra ou não conhece, foram nos governos de FHC que ocorreram as maiores privatizações da história do Brasil. Apenas no seu primeiro mandato de 1995 a 1998 houve a privatização de 80 empresas, uma entrega direta do capital  público.

A privatização da Vale do Rio Doce foi uma doação da empresa pública a um grupo privado. Fernando Henrique vendeu a Vale por menos do que o governador do Rio Grande do Sul, Antônio Britto, vendeu a Companhia de Energia Elétrica do Estado [CEEE].” Senador Pedro Simon, dezembro de 2008

Afora esse ataque sem igual ao patrimônio da classe trabalhadora FHC e o PSDB com um todo foram peças chaves no processo de golpe de Estado de 2016. Sendo a pessoa do FHC e seu partido, o PSDB, instrumento de ação direta do imperialismo no Brasil.

Críticas que de tão suaves são um afago.

 

No seu artigo “Mais respeito às leis e às pessoas. É o que desejo neste novo ano de 2021.” FHC faz uma espécie de balanço do ano de 2020 e que afora uma rasa demagogia com a desigualdade social, exponha sua política frente ao governo Bolsonaro e coloca suas expectativas para 2021.

No momento inicial de balanço ele tece críticas ao governo Bolsonaro como “Sei também que é mais fácil imaginar que,“não fosse este governo”, a pandemia talvez não tivesse matado ou maltratado tanta gente. Será verdade? Provavelmente.”. Ou “Claro, não é sensato – para dizer o mínimo – trocar tantos ministros da Saúde e nomear, por fim, quem, por profissão, não conhece a matéria. Tão grave quanto isso é considerar os adversários como “inimigos”, jogando o País em divisões imaginárias.”

Mas a cada crítica, ainda sem escapar do parágrafo, há um afago ao mesmo governo Bolsonaro, onde retira ou ameniza suas responsabilidades: “Mas o vírus é soez e está dizimando as pessoas, independentemente da qualidade dos governos. Parece uma saída simples “culpar” só o governo (no caso, o federal) pelos males que nos afligem”.

 

Ataque intransigente ao Fora Bolsonaro

 

Um dos pontos que mais chama atenção no artigo de FHC é seu ataque ao Fora Bolsonaro, uma defesa intransigente da continuidade do governo até o término do mandato. Essa posição é explícita: “Não é hora, contudo, para o ajuste de contas. A experiência mostra que é melhor esperar que o tempo escoe do que precipitar o fim de governos.

Essa posição está coerente com o restante do PSDB dos partidos de “centro”, que tem até o presente momento uma política de controlar Bolsonaro, em vez de afastá-lo do cargo. Havendo até o momento 58 pedidos pelos mais diversos motivos, dos quais 54 foram enviados à presidência da Câmara, destes em apenas houve trâmite para arquivamento.

Não sendo à toa que todos os pedidos de impeachment encontram-se esquecidos na pilha, sem qualquer perspectiva de andamento. É a política majoritária da burguesia no momento manter Bolsonaro no poder, mesmo esse não conseguindo realizar o ataque a classe trabalhadora na envergadura pedida pela burguesia. 

 

A esperança dos golpistas com a eleição de 2022

 

O segundo ponto que mais chama atenção no artigo de FHC é sua expectativa pouco otimista com as eleições de 2022 e seu claro temor a figura política do Lula: “Mais um pouco – se o povo não insistir nas antigas preferências e se tivermos a sorte de existir alguém que abra um caminho mais promissor – haverá novas eleições. Mudaremos algo?”. Ele continua “Para responder com franqueza, e deixando de lado o que não entendo (fico na torcida pelo fim da pandemia), temo que continuemos a “não ver””.

O parágrafo é quase um reconhecimento público da falência política da direita tradicional, escondida atrás da alcunha de centro. Ainda no trecho “se tivermos a sorte de existir alguém que abra um caminho mais promissor” FHC reconhece não haver uma figura política da direita com popularidade. No trecho “se o povo não insistir nas antigas preferências” ele também aponta qual o elemento que gera instabilidade política no regime, o Lula.

 

Louvor ao imperialismo

 

FHC concluiu seu artigo com um verdadeiro louvor ao setor principal do imperialismo norte-americano, que venceu as eleições norte-americanas na figura do Biden: “Neste ano terrível a democracia triunfou sobre o preconceito e a intolerância nos Estados Unidos.”

Nesta mesma conclusão FHC faz uma manobra antiga da direita, muito utilizada nas eleições brasileiras, colocando como pólos de uma visão maniqueísta dois setores da burguesia, inimigos do povo. É interessante que tanto nos Estados Unidos da América como no Brasil o setor colocado como bom, democrático, científico costuma ser o setor mais nocivo a população e a eleição um processo de imposição deste ao povo.

Em resumo, o artigo deixa claro a consciência da direita quanto à ameaça da figura política do Lula aos seus planos. Bem como demonstra a próxima carta da direita que será tentar utilizar o espantalho de fascismo do Bolsonaro para impor a população alguma figura intragável da direita tradicional.

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