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As ruas cobertas de vermelho em todo o País

Inimigo da população

FHC e terceira via: a manutenção do golpe de Estado

FHC acoberta Bolsonaro em entrevista e declara não ser a favor da candidatura de Lula

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso – Foto: Reprodução

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No domingo passado (27), foi ao ar pelo Canal Livre uma entrevista com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o responsável por um dos períodos de maior destruição e miséria no país e principal serviçal e porta-voz da burguesia imperialista no Brasil. Seus posicionamentos são importantes indicativos de qual é a política da burguesia para o momento atual. Ele afirmou, entre outras coisas, que a catástrofe sanitária enfrentada pela população brasileira é uma “trapalhada” de Bolsonaro, o que é um verdadeiro escárnio com as mais de 500 mil vítimas do descaso do governo e da política da burguesia de conjunto, que não fez absolutamente nada contra o coronavírus.

Além disso, ele se coloca claramente contra a candidatura de Lula nas próximas eleições, dizendo que ele seria “mais do mesmo” e que a sua política não é “o que o Brasil precisa”. É uma demonstração, também, de qual é efetivamente o ponto de vista da burguesia com relação ao ex-presidente petista, apesar de muitos setores da esquerda terem se iludido com o jantar entre FHC e Lula, do qual foram divulgadas fotografias e amplas notícias a respeito. 

Logo no começo da entrevista, ao ser perguntado sobre a situação da pandemia, Fernando Henrique demonstra seu interesse em minimizar a catástrofe em que o país se encontra. Ele afirma que “já há sinais mais alvissareiros. Todo mal termina na história, mas às vezes termina deixando muitos cadáveres, e o meu medo é que a pandemia mate muita gente”. Aí, não dá para saber se o ex-presidente está se utilizando de um cinismo muito grande, está fora das suas faculdades mentais ou simplesmente não lê jornal. Já são mais de 500 mil mortos, em números oficiais, desde o começo da pandemia no ano passado. Não é questão de que talvez a pandemia vá matar muita gente, mas ela já se configura como uma das maiores catástrofes sanitárias já enfrentadas pelo país e qualquer pessoa que não estiver fazendo uma denúncia enérgica da responsabilidade dos governos, seja o federal, os estaduais ou de qualquer outro âmbito, está trabalhando para acobertar o genocídio da população brasileira. 

Nesse sentido, o pouco caso de FHC diante da catástrofe nacional tem a finalidade de procurar aplacar os ânimos da população, que está saindo às ruas para pedir a cabeça do governo Bolsonaro, responsável pela catástrofe de tamanhos colossais que assola o país.

Ele também falou seguidas vezes sobre a questão do lançamento de um candidato da “terceira via”. Ele menciona vários problemas, principalmente o fato de haver muitas opções e nenhuma que se destaque. Uma das frases é que o “Centro não pode ser neutro”, explicitando que haveria a necessidade dos candidatos se posicionarem sobre os assuntos, visto que a situação está muito polarizada. FHC inclusive fala claramente de sua preocupação com um segundo turno entre Bolsonaro e Lula. Como ele está num momento de demagogia com a esquerda, ele procura não se colocar de forma muito enfática contra Lula, mas afirma que ele não deveria sair candidato, já que o Brasil precisaria de alguém mais jovem, ou seja, alguém de confiança da burguesia.

Ele diz: “Lula é a repetição de uma fórmula que nós já conhecemos: o estado mais forte com muito apoio à iniciativa privada. Pode ser um caminho de crescimento, mas não é disso que o país precisa. Se eu fosse o Lula, não entraria em uma terceira candidatura”. Ou seja, o país não precisa de Lula, também não precisa de uma política minimamente nacionalista após a política dos golpistas que destruiu a economia nacional. Nesse sentido, a política que FHC defende é a continuação do neoliberalismo, fazendo uma demagogia de que esta seria a melhor política para o povo, o que é totalmente falso.

A entrevista revela qual o destino final dessa política de aliança com a direita. Enquanto um setor confuso e oportunista da esquerda chama a direita e a extrema-direita aos atos e põe em risco as mobilizações, a burguesia manobra com seus representantes e busca utilizar a atividade da esquerda para promover os seus próprios candidatos. Enquanto isso, se coloca totalmente contra a candidatura de Lula e procura fazer a demagogia de que é contra Bolsonaro.

É preciso ter clareza de que a política de buscar o apoio de FHC e de fazer demagogia com esse setor da direita é totalmente equivocada e fracassada. A esquerda deve se colocar totalmente contra essa figura nefasta e criminosa, inimiga dos trabalhadores. A frente pelo “Fora Bolsonaro” deve ser dos partidos de esquerda, nada de inimigos do povo tucanos e de ninguém de direita.

Nesse sentido, seria natural abandonar todas as esperanças e todas as relações com esse inimigo do povo, que foi responsável por um dos piores períodos da história nacional. Fernando Henrique Cardoso não tem nada a oferecer para o movimento, a não ser sua destruição e desagregação.

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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