Cultura brasileiríssima
Evento mergulha nas raízes culturais do interior, exaltando a viola caipira como instrumento presente nas manifestações populares tradicionais que compõem a cultura Brasileira.
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
130290158_1817905855023889_4340251797792380656_o
Festival de Artes Vale do Paraíba celebra uma das mais importantes duplas caipiras da história. | Foto: Reprodução

A 3ª edição do Festival de Arte Vale do Paraíba – Tributo à Pena Branca e Xavantinho, ocorrerá de 06 a 10 de janeiro de 2021, em formato on-line com transmissão gratuita pelo Facebook e Youtube. O festival reúne artistas representantes da cultura do interior do país, com apresentações musicais, contação de causos, grupos de manifestação cultural tradicional, palestras sobre cultura popular e oficina de luteria de viola caipira.

O evento tem se consolidado como um importante canal de valorização e compartilhamento da produção artística brasileira, nesta edição, homenagearão Pena Branca e Xavantinho, dupla ganhadora do Grammy Latino e considerada um marco no cenário artístico brasileiro, por terem feito a música caipira ser conhecida e respeitada dentro e fora do país. Artistas da nova geração da música regional farão uma ode à memória de uma das duplas mais emblemáticas de todos os tempos. Artistas que cantavam os lamentos da vida na roça, os desafios do homem do campo, a preservação da natureza, da identidade e da história oral desse povo.

A música caipira que tem como ícone a viola caipira – patrimônio histórico e artístico, também conhecida por viola sertaneja, nordestina, cabocla ou brasileira, se desenvolveu pelo interior do Brasil, nos séculos 15, 16 e 17, a partir da afirmação religiosa jesuíta. Hoje abriga diversas composições de afinações próprias, onde a sensibilidade artística, subjetividade e linguagem popular, revelam matrizes culturais de heranças adquiridas de uma variedade de povos do Brasil.

Nesse sentido, o Festival de Arte Vale do Paraíba promove a valorização das raízes culturais brasileiras, realçando a autentica expressão da música, de identidade e valores inerentes do Brasil interiorano, caipira e sertanejo. Ao mesmo tempo em que estimula a introdução de elementos que renovam a cultura, ao estabelecer diálogos com as novas gerações de artistas promovendo a atualização da produção artística popular contemporânea.

O evento tem apoio cultural da Casa de Oswaldo Cruz (São Luiz do Paraitinga) e do SESI São José dos Campos, onde foram gravadas as apresentações com mediação do cantor, compositor, instrumentista e pesquisador Cláudio Lacerda, importante nome do gênero caipira, que já atuou em parceria com Pena Branca, um dos grandes homenageados. Foram gravadas 60 releituras da obra de Pena Branca e Xavantinho, como os clássicos: Calix Bento, Cio da Terra, Cuitelinho, Triste Berrante, Tristeza do Jeca, entre outras canções marcantes da trajetória da dupla.

A realização do projeto é do Governo do Estado de São Paulo, pela Secretaria da Cultura e Economia Criativa e foi contemplado pelo ProAC Editais, com idealização da In Totum Cultura Criativa e produção artística da Carretel Music.

Abrindo o festival, o violeiro e compositor Fábio Miranda apresenta um solo musical com pitadas de brincadeiras, causos, poesias e truques inspirados nos pássaros, com canções como “A vida no campo” (Juraildes da Cruz), “O grande sertão” (Xavantinho) e “A Mata Gemeu” (Maria Chiquinha/Xavantinho) convidando o público a voar nas asas da imaginação.

Na sequência, Ricardo Zoyo, Priscila Brigante e Ana Rodrigues, músicos que acompanharam Pena Branca, se juntam ao cantador Cláudio Lacerda, que dividiu o palco com Pena Branca em sua última apresentação, relembram histórias e grandes sucessos. Ao cantarem “De papo pro ar” (Joubert Carvalho/Olegário Mariano), “Quebra de milho” (Manuelito/Tom Andrade), “Santos Reis/Reisado (Teddy Vieira) e “Cuitelinho” (Antônio Xandô/Paulo Vanzolini), os artistas transmitem a paixão pela herança musical dos sertanejos, apresentando o olhar do homem do campo e seus valores.

A dupla Joaquim & José apresenta “Que terreiro é esse? ” (Xavantinho) e “Vaca Estrela e Boi Fubá” (Patativa do Assaré), além da composição autoral “Saga do Cerrado”, inspirada em uma viagem ao Cerrado “o Berço das Águas” envolta a muitas reflexões sobre a importância de valorizar nossas raízes, a natureza e seus biomas que tudo nos provém. Mais um legado de Pena Branca & Xavantinho.

“Meu primeiro contato com a dupla foi ao escutar a música “O ciúme” de Caetano Veloso, gravada pelo Pena Branca. Uma música sofisticada com uma melodia cheia de detalhes”. Comenta Osni Ribeiro, compositor, violeiro e produtor musical, no bate-papo com Cláudio Lacerda, com participação de Arnaldo Silva, compositor, produtor musical, músico e ator. No repertório os músicos apresentam “O ciúme” (Caetano Veloso), “Triste Berrante” (Adauto Santos) e “O Cio da Terra” (Adauto Santos).

Fruto da nova geração da Música Brasileira, Léo Vieira se junta a Antony Ventura para apresentar clássicos da música popular, como “Luar do Sertão” (Catulo da Paixão Cearence/João Pernambuco), “Casinha de aço” (Roque José de Almeida/Teddy Vieira e “Chalana” (Arlindo Pinto/Mário Zan), trazendo ao público a leveza, singeleza e doçura do universo sertanejo, encerrando o primeiro dia do festival.

Onde assistir o 3º Festival de Arte Vale do Paraíba – Tributo à Pena Branca e Xavantinho:

www.facebook.com/intotumeventos  ou  www.festivaldeartevaledoparaiba.com

www.youtube.com/channel/UCo6KdMUgV3PJXIVZDYzgJPw/videos

Acompanhe a programação:

6 de janeiro de 2021 – Quarta-feira – Horário: a partir de 20h00

– Show de abertura, com Fábio Miranda (Maestro Sabiá)

– Claudio Lacerda, Ricardo Zoyo, Priscila Brigante e Ana Rodriguês

– Joaquim e José

– Osni Ribeiro e Arnaldo Silva

– Léo Vieira & Antony Ventura

7 de janeiro de 2021 – Quinta-feira – Horário: a partir de 20h00

– João Oliveira

– Nô Stopa e Juninho Serafranny

– Anderson Martins

– Caio de Souza

– Lia Marques e Léo Couto

– Grupo Paranga

8 de janeiro de 2021 – Sexta-feira – Horário: a partir de 20h00

– Fabrício Conde

– Rodrigo Zanc e Claudio Lacerda

– Luiz Salgado

– Letícia Leal

9 de janeiro de 2021 – Sábado – Horário: a partir de 20h00

– Noel Andrade, Felipe Câmara, Edu Malta

– Bruno Sanches

– Jackson Ricarte

– Moreno Overá e Rafael Gandolfo

10 de janeiro de 2021 – Domingo – Horário: a partir de 20h00

– Oficina de lutheria com Luciano Queiroz

– Folia de Reis Bom Jesus do Buquirinha – Mediador: Cláudio Lacerda – Convidados: Luciano Batista (Mestre de Folia de Reis), José Ricardo (Contramestre de Folia de Reis) e Ari Pereira (Tocador de rabeca / Articulador Cultural)

– Grupo de Jongo Mistura da Raça – Mediador: Cláudio Lacerda – Convidados: Laudeni de Souza (Mestre Jongueiro), Márcia Cunha (Jongueira / Articuladora Cultural) e a senhora Dona Adélia (Matriarca da família)

– Maracatu Baque do Vale

– Palestra Show com João Oliveira e Luiz Salgado (encontro foi filmado na Casa Oswaldo Cruz)

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas