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Guerreiras grenás bicampeãs
Ferroviária é bicampeã do Brasileirão de futebol feminino
A Ferroviária, de Araraquara, é a primeira equipe bicampeã brasileira feminina ao bater o Corinthians nos pênaltis, em São Paulo.
Ferroviária - 02 - campeã
Guerreiras grenás bicampeãs
Ferroviária é bicampeã do Brasileirão de futebol feminino
A Ferroviária, de Araraquara, é a primeira equipe bicampeã brasileira feminina ao bater o Corinthians nos pênaltis, em São Paulo.
Ferroviária levanta a taça e é Bicampeã!
Ferroviária - 02 - campeã
Ferroviária levanta a taça e é Bicampeã!

No último domingo (29/09) a Ferroviária sagrou-se primeira bicampeã brasileira de futebol feminino. O título veio ao bater o Corinthians, jogando em casa no Parque São Jorge, na decisão por pênaltis por 4 a 2.
O primeiro jogo da decisão no domingo (22/09) foi na casa da Ferroviária na Fonte Luminosa, e terminou com empate em 1 a 1. No jogo final, em São Paulo, se manteve o empate por 0 a 0 no tempo normal. Indo para a decisão nos pênaltis, as jogadoras da Ferroviária mostraram competência nas cobranças e acertaram todas as cobranças, tendo ainda uma defesa da goleira Luciana.

A Ferroviária, apelidada de Ferrinha, se tornou a primeira bicampeã brasileira, o primeiro título foi em 2014 sobre o Kindermann (de Caçador, Santa Catarina).

A vitória do time de Araraquara, marcou ainda o primeiro título de uma técnica feminina no campeonato brasileiro, o qual é disputado desde 2013. Tatiele Silveira (39 anos), que já foi jogadora pelo Internacional e Grêmio, auxiliar técnica da seleção sub-17, e já trouxe um grande título em seu primeiro ano declarou: “sabíamos do poder fenomenal da nossa equipe. Por isso, sempre acreditamos na força do nosso grupo, do nosso elenco. Essas meninas são fantásticas”.

A Ferroviária ainda quebrou a sequência de 34 vitórias do Corinthians e todo o favoritismo declarado pela “imprensa especializada” e provocou reclamações do time de São Paulo. O técnico Arthur Elias mostrou sua insatisfação: “Fomos muito superiores ao adversário. Elas vieram aqui para levar o jogo aos pênaltis e acabaram tendo sorte. Sorte e, obviamente, competência, porque souberam se defender em alguns momentos” e ainda: “o que eu realmente lamento é a escalação da arbitragem. As duas árbitras da final não apitaram nenhum jogo importante até então. Era um jogo muito importante, pelo menos para nós, mas para quem escala parece que não valia nada.”

No geral, as atletas que participaram da competição estão de parabéns pelo tamanho do desafio que é jogar futebol feminino de forma profissional, mesmo no país do futebol, sem estrutura física e organizacional adequadas, sem times regulares, sem patrocínios suficientes. O campeonato brasileiro feminino encerrou apenas sua 7ª temporada e teve apenas 16 times participantes, de 10 Estados. Este ano teve partidas transmitidas em TV aberta pela Band, mas sem dúvida, há ainda uma “cordilheira” a se evoluir para que as mulheres tenham plenas condições de terem uma carreira completa no esporte e que mantenham sua vida e suas famílias, assim como qualquer outra profissão.

Nos Pênaltis marcaram:

Pela Ferroviária
• Luana
• Aline Milene
• Andreia
• Géssica
• Luciana (defende batida de Tamires)

Pelo Corinthians:
• Vic Albuquerque
• Gabi Zanotti

ESCALAÇÃO

FERROVIÁRIA

1 – Luciana
3 – Andreia
4 – Luana
19 – Géssica
6 – Barrinha
17 – Rafa Mineira
14 – Rafa Andrade
5 – Maglia
8 – Carol Tavares
11 – Nenê
10 – Aline Milene

Reservas:
12 – Jeane
02 – Gabi Arcanjo
15 – Gabi Lopes
7 – Kamilla
16 – Isabela
18 – Flavia
20 – Thaicyane

Técnica – Tatiele Silveira

CORINTHIANS

12 – Lelê
21 – Paulinha
30 – Mimi
03 – Pardal
06 – Juliete
99 – Erika
10 – Gabi Zanotti
19 – Giovanna Crivelari
37 – Tamires
14 – Millene
17 – Victoria Albuquerque

Reservas:
01 – Tainá Borges
23 – Paty
31 – Taty Amaro
04 – Giovanna Campiolo
02 – Katiuscia
27 – Suellen
05 – Ingryd
07 – Grazi
13 – Cacau

Técnico – Arthur Elias