Fernando Morais e Mino Carta visitam Lula: “no fundo, é preciso um enfrentamento mais direto”

mino e fernando

Da redação – Após mais uma tentativa frustrada da ditadura do judiciário, no sentido de proibir visitas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na masmorra da Polícia Federal em Curitiba (PR), os jornalistas e escritores Mino Carta e Fernando Morais conseguiram chegar ao preso político da Lava Jato nesta quinta-feira (11). Na semana passada, a dupla foi impedida pelo presidente do STF, Dias Toffoli e pela justiça paranaense de visitar o ex-presidente.

Depois de algumas horas os dois cederam entrevista aos repórteres que aguardavam na saída do prédio, onde, Mino Carta resumiu sua impressão: “Ele é um ser indestrutível, uma força da natureza”. Segundo o cabeça da revista Carta Capital, Lula não perdeu o bom humor, mas assinalou que, “ele está com uma razoável dose de irritação, o que me parece muito positivo diante do quadro atual”, e foi complementado pelo líder do blog Nocaute, que afirmou: “uma raiva santa”.

Essas declarações precisam ser destacadas no sentido da aparente impressão que os jornalistas passaram para a imprensa, revelando que Lula não está satisfeito com os rumos que a política do PT, dominado pela ala direita, do plano B, tomou no último período.

Lula teria afirmado que a situação do Brasil precisa ser enfrentada com determinação e sem medo, ao contrário do que, infelizmente, vem sendo feito pelo partido. A capitulação para burguesia, que pressiona até para não falarem mais o nome do preso político, tem como finalidade fazer Lula sumir, impedindo visitas e ameaçando o PT com multas por diversos motivos.

Por isso é preciso denunciar incessantemente que Lula foi preso sem provas, fazer uma campanha para que o povo saia às ruas para liberta-lo e derrotar o golpe, o que não vem sendo feito pela direita do PT. É essa situação que deve mexer com o líder do partido, que, vivendo essa prisão sem provas, está mofando na masmorra serviçal do imperialismo enquanto as massas querem lutar por ele mas estão carentes de uma política real de enfrentamento do partido.

Os trabalhadores devem compreender que a situação do país é extremamente grave, pois, após o golpe contra Dilma Rousseff (PT), a prisão ilegal de Lula, os ataques começam a se voltar nas bases, nas ruas, contra a população mais vulnerável e que precisa de suas organizações operárias para se defender. É preciso denunciar amplamente a situação de fraude das eleições, chamar uma grande manifestação pela liberdade de Lula, até que centenas de milhares de pessoas invadam as ruas para barrar a ofensiva dos militares contra o povo e coloquem a extrema-direita em seu devido lugar.

Assista a entrevista na íntegra no canal Causa Operária TV: