Extrema-direita
Golpista usa como pretexto a suposta falta de prioridade que o movimento financiado pelo imperialismo norte-americano teria dado para a oposição ao aborto e para a causa LGBT
Brasília - O coordenador do Movimento Brasil Livre (MBL), Fernando Holiday, protocola no Senado pedido de impeachment do presidente do STF, Ricardo Lewandowisk (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Fernando Holiday | Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Brasília - O coordenador do Movimento Brasil Livre (MBL), Fernando Holiday, protocola no Senado pedido de impeachment do presidente do STF, Ricardo Lewandowisk (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Fernando Holiday | Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Nesta quinta-feira (28), o vereador paulistano Fernando Holiday (Patriota) anunciou que está deixando a organização de extrema-direita Movimento Brasil Livre (MBL). Oficialmente, Holiday apontou o suposto abandono do MBL à oposição ao aborto e à defesa de causas LGBT. Disse ele à Folha de S.Paulo:

“Estou saindo por razões pessoais, tenho projetos que quero desenvolver que nesse momento que não são prioridade para o momento, de proteção à vida e causas LGBT”.

O real motivo de sua saída é que o MBL entrou em uma crise, que se aprofunda, a partir do golpe de Estado. Na medida em que Michel Temer (PSDB) e Jair Bolsonaro foram se revelando cada vez mais impopulares, o MBL teve de se distanciar dos governos, ao mesmo tempo em que seus dirigentes foram entrando no regime político, aumentando as contradições.

Hoje, o MBL é um grupo de extrema-direita, que tenta, ao mesmo tempo, se opor à política de João Doria (PSDB) e à política de Bolsonaro. Não poderia dar certo.

Relacionadas
Send this to a friend