No olho do furacão
A situação imposta pelos patrões, dentre eles, JBS/friboi, BRF – Brasil Foods, Marfrig, MInerva, e tantos outros e os golpistas do governo matarão vários trabalhadores
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noria de abate de frangos
Nória de abate de frango | Foto: Reprodução

Os frigoríficos respondem por 20% dos casos de coronavírus confirmados no Estado de Mato Grosso do Sul, segundo a reportagem de Midiamax de quinta-feira (28), os patrões, para manterem o lucro do setor, fazem os operários de escravos e os expõem ao contágio e, também seus familiares e o conjunto da população de onde moram.

Em artigo recente desse periódico, verificou-se que, 90% de casos confirmados de coronavírus, na cidade de Guia Lopes de Laguna, vinha de frigoríficos, principalmente do Brasil Global Agroindustrial Ltda, na época 97 testaram positivo, agora já subiu para 109, há de ressaltar que a subnotificação correr solta pelo Brasil e, não é diferente no estado de Mato Grosso do Sul.

Outros frigoríficos que apresentaram trabalhadores contaminados, segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT) foram Seara Alimentos, de Dourados, empresa do grupo JBS/Friboi que, por vários estados do país vem avolumando casos de testes positivos, inclusive com mortes, tem 96 casos positivos e outro grupo que vem batendo record de casos, a BRF – Brasil Foods, principalmente nos estados do Sul, como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, também em Dourados foram computados oito testes positivos. O BRF – Brasil Foods teve interditado um frigorífico numa cidade Lajeado e outro do mesmo grupo que contabilizou 338 casos no frigorífico de Chapecó.

O MPT registrou mais um caso no Frigorífico Franca Comércio de Alimentos Ltda., em Bonito, onde houve 30 registros de infectados.

Conforme Midiamax, o cenário atual já caracteriza que as fábricas colocaram pequenas cidades, principalmente na região sudoeste, na rota de infecções, como Itaporã, Fátima do Sul, Douradina e Vicentina. No entanto, há mais de 40 frigoríficos em Mato Grosso do sul que estão sendo investigados devido a denúncias das péssimas condições de trabalho e que vem levando os trabalhadores ao contágio do coronavírus.

A falácia dos patrões para justificar o injustificável

O vice-presidente do Sindicato das Indústrias de Frios e Carnes e Derivados de Mato Grosso do Sul, Sérgio Capucci, declarou na quarta-feira (27) que todas as unidades estão seguindo as recomendações. “Existe uma equipe para segurança do trabalho, uma de controle de qualidade e, agora, criou-se uma equipe para monitorar as medidas de segurança contra o coronavírus”. (Midiamax – 28/05/2020)

Para corroborar com o farsante depoimento do vice-presidente do Sindicato dos patrões tem a atitude do governo de esconder a sujeira por debaixo do tapete quando escondeu o quanto pode os casos ocorridos nos frigoríficos do estado, como fez governador e latifundiário Reinaldo Azambuja, do PSDB, ou seja, preferem que haja um numero enorme de trabalhadores mortos do que diminuírem o lucro de suas empresas.

No país existem perto de 500 frigoríficos envolvendo mais de 600 mil trabalhadores e, a situação desses é, do mesmo modo, uma situação catastrófica devido ao desrespeito total e completo dos patrões com seus funcionários, fazendo-os como verdadeiros escravos e, neste período, colocando-os no olho do furacão.

É preciso agir

É necessária a paralisação dos frigoríficos imediatamente, para que seja preservada a vida de milhares de operários desse setor.

Imediata redução da jornada de trabalho, sem redução nos salários.

Criação de comissão de fábrica em todos os frigoríficos para tirar encaminhamentos contra o brutal ataque dos patrões.

Formação de conselhos populares onde os trabalhadores e seus familiares moram, para debater e organizar propostas concretas diante da situação atual causada pelo coronavírus.

Fora Bolsonaro e todos os golpistas.

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