Fascistas são inimigos da cultura: mestre Moa do Katendê é assassinado por bolsonarista

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Na madrugada de segunda (dia 8), o mestre de capoeira, Romualdo Rosário da Costa, conhecido como Moa do Katendê, foi morto com 12 facadas por um eleitor de Bolsonaro, logo após ter declarado que ele e seu grupo votaram em Fernando Haddad, do PT.

Mestre Moa era um conhecido militante antirracista, mas também um artista, uma referencia da cultura baiana, fundador do Afoxé Badauê, em 1978, além de apoiador de inúmeros outros grupos. Com 63 anos, morto de forma tão violenta, aparentemente por gente conhecida, Moa do Katendê deixou a todos apreensivos com o ambiente fascista alimentado pela campanha igualmente fascista de Jair Bolsonaro.

Paulo Sérgio, o assassino afirma que não agiu motivado politicamente, ou, como é habitual, a imprensa golpista protege o violento fascista candidato à presidência da Republica. No entanto, as testemunhas são claras em sua descrição dos fatos. O irmão do morto, Reginaldo Rosário da Costa, 68 anos, afirma que estavam conversando sobre política com o dono do bar quando o assassino interviu e disse que a solução seria armar todo mundo. Moa teria respondido, segundo esse irmão nos seguintes termos: ‘você é negro como eu, abra os olhos, estude história e veja que estamos correndo riscos de perder grandes conquistas. Você é novo, não sabe o quanto lutei para chegar até aqui’

O eleitor de Bolsonaro fingiu ouvir o conselho e saiu do local para voltar cerca de meia hora depois e de forma covarde atacar mestre Moa, pelas costas.

Os fascistas são inimigos da cultura, não vamos esquecer. A cultura é um campo aberto e tem como base a criação, a liberdade, o que para os fascistas é fonte de subversão, de ameaça ao que consideram o padrão de comportamento. Se na Bahia, dentro da sua comunidade, em um ambiente favorável à livre manifestação e em que se preza a arte e a cultura, um conhecido e querido membro da comunidade é atacado de forma tão violenta e vil, imagina o que os fascistas alucinados ainda vão produzir nos locais em que se sintam seguros.

Bolsonaro é sinônimo de violência, violência contra o diferente, contra os pobres, contra as mulheres, contra os trabalhadores. O fascismo já fez mais de uma vítima, quantas mais?