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Luta contra o fascismo
Fascistas são expulsos da embaixada venezuelana em Brasília
Mobilização impõe derrota aos fascistas que invadiram a Embaixada da Venezuela em Brasília
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Luta contra o fascismo
Fascistas são expulsos da embaixada venezuelana em Brasília
Mobilização impõe derrota aos fascistas que invadiram a Embaixada da Venezuela em Brasília
“Foto – Reprodução” – Manifestantes no portão de entrada da embaixada
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“Foto – Reprodução” – Manifestantes no portão de entrada da embaixada

Nesta quarta-feira, dia 13 de novembro, próximo às 5h da manhã, um grupo composto por cerca de 30 homens, sob o comando de um venezuelano antichavista e defensor do autoproclamado “presidente” impostor, Juan Guaidó, invadiu a representação diplomática do governo venezuelano em Brasília, aterrorizando e ameaçando diplomatas e funcionários que ali se encontravam, numa ação de intimidação fascista contra os legítimos representantes do governo bolivariano no Brasil. Os invasores eram milicianos contratados pelos golpistas a soldo de Guaidó, que passaram, uma vez no interior da embaixada, a intimidar e fazer ameaças contra a vida de funcionários, inclusive mulheres e crianças, pois a sede da embaixada abriga também como residência funcionários e o corpo diplomático.

A ação criminosa e ilegal, que viola tratados e convenções diplomáticas internacionais, foi coordenada por Tomás Alejandro Silva, pseudo ministro-conselheiro da embaixada, “nomeado” pelo golpista Guaidó, que é reconhecido pelo ilegítimo governo brasileiro (igualmente golpista) como presidente da Venezuela após ele se autoproclamar e tentar um golpe de Estado, orquestrado e financiado pelos EUA, naquele país vizinho. Alejandro Silva é apoiador de Maria Teresa Belandria, indicada por Juan Guaidó a assumir a Embaixada no Brasil como representante do governo golpista. Desde que o presidente fraudulento Jair Bolsonaro recebeu a indicação de Belandria, sua equipe tenta entrar na embaixada, sendo sempre impedida por funcionários venezuelanos nomeados pelo presidente Nicolás Maduro.

Durante todo o dia, houve negociações para a desocupação da Embaixada, território legítimo e inviolável da Venezuela, sem que os golpistas invasores aceitassem se retirar da representação diplomática em Brasília. Deputados do Partido dos Trabalhadores, o encarregado de negócios da Embaixada bolivariana e o representante do Itamaraty, um pau mandado do escroque chanceler brasileiro, o terraplanista Ernesto Araújo, não chegaram a um acordo sobre a desocupação, muito em função do governo golpista brasileiro não reconhecer como legítimo o presidente constitucional venezuelano, Nicolás Maduro.

Do lado de fora da embaixada era intensa a manifestação e a pressão que os manifestantes defensores da luta contra iimperilismo realizavam enfrentando os “diplomatas fakes” do agente ianque Juan Guaidó, que mantinham um núcleo restrito de provocadores, muito bem protegidos pela Polícia Militar do DF, para insultar a militância ali presente.

Todavia, a concentração e a pressão exercida pelo conjunto da militância de esquerda, com ações enérgicas e de enfrentamento físico contra os policiais à paisana infiltrados entre os manifestantes (vários deles foram expulsos do local a socos e pontapés) foi desmoralizando os golpistas e somando vitórias para os ativistas pró-Maduro, que não deram trégua um só minuto aos reacionários direitistas.

O fato mais importante a ser registrado é que durou menos de 13 horas a aventura golpista da extrema direita fascista venezuelana, pois antes mesmo das 18 horas os milicianos que ocupavam o prédio desde as primeiras horas da manhã foram expulsos da embaixada, com todos eles saindo pela porta dos fundos para não serem linchados pela multidão militante que se formou no portão principal de entrada da embaixada desde logo cedo.

À semelhança do que vem ocorrendo em outros países do continente em situação de crise e convulsão social, onde a extrema direita e o imperialismo buscam impor soluções de força e golpes de Estado contra governos nacionalistas, a intervenção das massas tem se colocado como o fator progressista da situação; na verdade o único capaz de fazer recuar e derrotar os intentos golpistas da direita.

No caso específico da invasão da embaixada venezuelana em Brasília – ação criminosa engendrada pela extrema direita fascista do país vizinho – apoiada pelos golpistas brasileiros do governo fraudulento de Bolsonaro, os defensores da Venezuela contra o imperialismo e do presidente constitucional Nicolás Maduro fizeram exatamente aquilo que deve ser feito, ficando como exemplo a ser seguido por todos os ativistas de esquerda e dos movimentos populares de luta do continente latino. Uma ação enérgica e decidida por parte do ativismo militante da capital do País contra os fascistas a serviço dos interesses do grande capital e contra os direitos e conquistas das massas populares.

O conjunto do ativismo de esquerda do Distrito Federal, os partidos representantes da luta dos trabalhadores, as entidades sindicais, estudantis e populares, os movimentos de luta do campo (MST, FNL) deixam como exemplo desta importante vitória a necessidade de superar as limitações que as direções
do movimento vêm impondo à luta de massas no país. A luta contra a extrema direita, os golpistas, a burguesia e o imperialismo não pode ser estrangulada nos marcos das instituições apodrecidas do regime político golpista (parlamento, tribunais), mas deve ganhar um sentido claro de enfrentamento direto com os inimigos dos trabalhadores e das massas populares, o governo Bolsonaro e o conjunto do regime burguês golpista pró-imperialista. Fora  fascistas! Fora Guaidó! Fora Bolsonaro!