Fascismo se combate nas ruas
As ameaças fascistas sofridas pelo Padre Lancelotti é a continuidade dos movimentos golpistas que só poderão ser derrotados nas ruas pelas organizações populares
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
pe-julio
Padre Julio Lancelotti | Foto: reprodução

Não há como combater elementos e grupos fascistas sem uma organização e mobilização dos setores populares nas ruas. A demagogia eleitoreira não tem qualquer efeito sobre as condições objetivas. Nesta semana foi registrada mais uma ameaça fascista contra setores que lutam contra a política golpista e genocida do presidente ilegítimo Jair Bolsonaro, o fascista do MBL, candidato a prefeito de São Paulo pelo Patriota, Arthur do Val, o “mamãe eu falei” ameaçou a vida do Padre Júlio Lancelotti.

Os fascistas do MBL surgiram nas manifestações sequestradas de 2013 e que se tornaram manifestações golpistas em 2016. Os Comitês de Luta, o Partido da Causa Operária e a ala esquerda do PT sempre defenderam a presença de nossas bandeiras e faixas que nos distinguem dos setores reacionários e da autodefesa dos setores da esquerda para combater os fascistas nas ruas. Neste período, ocorreram uma série de ataques e casos de violência contra ativistas da esquerda. A orientação das direções progressistas foi evitar os confrontos e assim abandonaram as ruas para extrema-direita defender a ditadura militar.  

Os comitês de Luta e PCO nunca abandonaram as ruas e inaugurou a luta pelo Fora Bolsonaro, participou da expulsão dos fascistas de frente à sede da União Nacional dos Estudantes (UNE) em São Paulo (capital), também de frente às Embaixadas de Cuba e Venezuela entre outras manifestações. Mesmo na pandemia, período que a esquerda buscou se esconder sob a desculpa da quarentena, os Comitês e o PCO defenderam a presença nas ruas para expulsar os fascistas. 

As torcidas organizadas na capital paulista protagonizaram um combate muito importante na Avenida Paulista, São Paulo (capital), que botou os fascistas pra correrem. Porém, a esquerda oportunista defensora da frente ampla, personificada na figura de Guilherme Boulos (PSOL), se colocou como procurador dos manifestantes e fez um acordo com a Polícia Militar, que foi chancelado pelo judiciário golpista, para garantir finais de semana para extrema-direita defender o fim da democracia operária.  

Mais recentemente, diversas imprensas de esquerda como “Ponte Jornalismo” e “A nova Democracia”, inclusive este diário sofreram ataques da extrema-direita. Os perfis de facebook de pré-candidatos de partidos de esquerda como PT e PSOL, bem como reuniões virtuais de organizações de esquerda como sindicatos, do PSOL e do PCdoB também sofreram invasões e ataques cibernéticos de setores reacionários. 

As ameaças que o Padre Lancelotti vem sofrendo, por conta de alimentar moradores de ruas e pessoas que sofrem com vícios em drogas, nada mais é do que a continuidade de todos esses ataques da extrema-direita ao longo do golpe e do desenvolvimento do fascismo. É importante compreender que não se combate o fascismo através de eleições, muito menos num processo totalmente controlado pela direita golpista e deve ser o mais antidemocrático de toda história do país. O fascismo só pode ser combatido nas ruas organizando a autodefesa dos setores populares por meio de suas organizações de classe. 

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas