Coxinhato em Niterói
Carreata composta por pais e representantes de colégios privados demandam volta ás aulas
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Participantes da carreata em Niterói (RJ) | Karina Cruz

Na manhã do último sábado (28), pais e representantes de escolas privadas fizeram uma carreta em Niterói demandando o retorno das atividades escolares no município. Começando às 9;00, acabou parando em frente à prefeitura, onde se terminou o ato.

O movimento ocorreu após o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro derrubar uma liminar da Vara da Infância da Juventude e do Idoso que permitiria o retorno das atividades pedagógicas. Expedida na segunda feira do dia 23/11, a liminar determinava o retorno para as creches e nas unidades públicas e privadas de Niterói. Na quinta feira, 26/11, o TJRJ acolheu o recurso apresentado pela procuradoria do município pedindo que a reabertura não ocorresse. No recurso, indagava-se que o aumento de casos de Covid-19 recentemente tornava inviável o retorno das aulas.

Como de costume nos “coxinhatos” que demandam a volta ás aulas, são as escolas particulares, os pais direitistas e eventualmente alguns médicos conservadores que passam um certo verniz científico para defender o retorno mas que cujo discurso se encontra (propositalmente) absolutamente distante da realidade concreta da população brasileira.

As escolas particulares, em geral, costumam ter mínimas condições de higiene como espaço ou materiais de limpeza e seriam mais capazes de sustentar algum padrão de segurança sanitária. Isso considerando que muitas escolas que abriram decidiram por prontamente fechar novamente após ocorrerem casos de covid-19 no contato entre alunos.

O mesmo chegou a acontecer em diversas universidades nos Estados Unidos que optaram também pelo retorno. Portanto, mesmo nestes casos supostamente mais seguros a falta de preparo para lidar com a pandemia é tangível e oferece risco aos alunos, familiares e profissionais da educação.

A realidade das escolas públicas, no entanto, é muito pior em diversos aspectos. Quem já presenciou alunos de instituições públicas usando transporte público já se deparou com o fato de que jovens e crianças fazem o percurso até os colégios e de volta em grupos geralmente grandes, onde muitas vezes são as próprias crianças ou adolescentes que são responsáveis pelos mais novos passando por ônibus lotados. 

Muitas vezes faltam produtos básicos de limpeza como sabão nos banheiros, o que se dirá de álcool gel, máscaras e da condição de se seguir normas de distanciamento entre alunos e professores. A realidade de colégios públicos está muito distante de ser segura para o retorno em plena pandemia em situação de quase completa deriva em termos de políticas sanitárias. 

Se faz importante lembrar aqui que o movimento encabeçado pelo setor privado de educação não será levado como uma forma facultativa, mas será usado como forma de pressionar na direção da reabertura também dos colégios públicos. O desejo da burguesia atualmente consiste em reabrir o ensino presencial em geral, independente das condições de saúde pública.  Evidência disso está no posicionamento da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), onde divulgou que 1,5 por cento do PIB mundial seria prejudicado caso o fechamento fosse mantido. A razão para isso consiste no fato de que haverá uma queda no consumo, prejudicando assim indústrias de transporte, alimentação e demais serviços que estudantes e professores consomem no seu dia a dia. Vale lembrar que serviços como o de merenda escolar e outros são providos por empresas privadas, uma grande quantidade de recursos está envolvida na manutenção dos espaços públicos de educação e é esta a motivação da burguesia para fazer campanha pela volta às aulas. 

Os atos fascistas que demandam a volta às aulas devem ser combatidos. Uma greve geral dos estudantes deve ser feita em de forma a combater os interesses da direita em forçar o retorno, impedir a implantação da farsesca medida do EAD e de forma a derrubar o regime fascista de Bolsonaro e dos golpistas responsáveis pela sua presidência.

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