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Os procuradores da Lava Jato zombaram da morte de Marisa Letícia, ex-esposa de Lula, bem como das mortes do irmão e do neto do ex-presidente – Vavá e Arthur, respectivamente. É o que revelam novas conversas vazadas pelo Intercept e publicadas pela imprensa nessa terça-feira (27).

Marisa teve sua morte encefálica confirmada em 3 de fevereiro de 2017, após sofrer um AVC no dia 24 de janeiro. Ao receber a notícia em um chat no Telegram, a procuradora Laura Tessler comentou: “quem for fazer a próxima audiência do Lula, é bom que vá com uma dose extra de paciência para a sessão de vitimização.” Ou seja, é uma declaração abertamente fascista, ridicularizando a dor de Lula com a perda de sua esposa. Em mensagem no dia seguinte, a mesma funcionária diz que o agravamento do quadro de Marisa que levou a sua morte poderia ser motivado por qualquer coisa, como “a descoberta de um dos milhares de humilhantes pulos de cerca do Lula”, ao receber notícia de que a operação de busca e apreensão feita ilegalmente por agentes da Polícia Federal na casa de Lula e Marisa poderia ser uma causa do AVC.

As falas de Tessler, bem como as de outros procuradores, mostram claramente um posicionamento político de extrema-direita, mesmo de ódio e vingança em relação a Lula.

Quando do episódio da morte do irmão de Lula, Vavá, em 29 de janeiro deste ano, sua defesa pediu que ele pudesse ir ao velório. Isso gerou uma intensa crise, novamente com os golpistas temendo mobilizações populares, e fizeram de tudo para impedir o direito do ex-presidente de assistir ao enterro de um familiar direto. Apenas no final do dia, quando ele já não tinha condições de comparecer normalmente ao velório, “liberaram” sua saída. Obviamente, tendo ciência das manobras para tentar humilhá-lo e anular uma mobilização popular, Lula recusou.

Dallagnol expressou esse temor. “Ele vai pedir para ir ao enterro. Se for, será um tumulto imenso”, escreveu. “Precisa de um batalhão para fazer a segurança dele. A militância vai abraçá-lo e não o deixaram [sic.] voltar. Se houver insistência em trazê-lo de volta, vai dar ruim”, comentou Orlando Martello no mesmo grupo. “3, 4, 10 agentes não o trarão de volta. Aí q mora o perigo caso insistam em fazer cumprir a lei”, completou.

O posicionamento vingativo, odioso e fascista volta a aparecer em mensagem de Januário Paludo, sobre a possibilidade de saída de Lula para o velório, ao dizer que “o safado só queria passear”.

Por último, outra dor passada pelo ex-presidente, a morte de seu neto Arthur, em 1º de março, também foi alvo de zombaria por parte dos agentes fascistas.

“Preparem para nova novela ida ao velorio [sic.], postou Jerusa Viecili, ao compartilhar a notícia do falecimento de Arthur, no mesmo grupo. Desta vez, Lula conseguiu ir ao velório, de helicóptero – para que a população não conseguisse se mobilizar e impedir seu retorno à prisão. Segundo relatos da imprensa burguesa naquela ocasião, Lula teria tido um contato telefônico com Gilmar Mendes no qual teria se emocionado pela morte do neto.

Dallagnol compartilhou essa notícia e o procurador Roberson Pozzobon comentou: “Estratégia para se humanizar, como se isso fosse possível no caso dele rsrs”. É importante lembrar que Pozzobon é um fascista que tem agido de maneira importante para a Lava Jato nos processos contra o ex-presidente, sendo um agente relevante para a operação.

Por fim, demonstrando novamente o incômodo e as posições reacionárias dos procuradores, Monique Cheker afirma em outro chat, sobre a ida de Lula ao velório do neto: “Fez discurso político (travestido de despedida) em pleno enterro do neto, gastos públicos altíssimos para o traslado, reclamação do policial que fez a escolta… vão vendo”.

Essas mensagens revelam, pela enésima vez, que a prisão de Lula e toda a Operação Lava Jato não passam de uma ampla campanha de perseguição política, com caráter nitidamente fascista, composta por fascistas, para que Lula não fosse eleito presidente da República, para tentar anular a mobilização popular, para eleger Bolsonaro e, em meio ao golpe de Estado, entregar o Brasil para as garras do imperialismo.

É preciso anular todos os processos da Lava Jato e libertar Lula, derrubar Bolsonaro – fruto da Lava Jato e da prisão de Lula – e organizar novas eleições gerais, com Lula candidato.

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